Revista Sucesso

Atualizado em 14/05/2018

Qualidade de vida

Vacinas para cães e gatos: entenda a importância

Com um acompanhamento veterinário é possível controlar a saúde e a vacinação do seu amigo de quatro patas

Da redação


Cães e gatos também devem ter cuidados com a saúde. A vacinação ajuda a manter seu pet saudável e também a evitar a disseminação de doenças, beneficiando toda a população

“A vacina é feita a partir de vírus e bactérias que podem ser utilizados de forma viva, atenuada ou inativada. Quando o animal recebe a vacina, tais componentes estimulam a imunidade do animal fazendo com que o organismo reconheça um agente infeccioso e desenvolva imunidade contra o mesmo”, explica a médica veterinária e proprietária da Clinovet, Dra. Thais Neris da Silva Medeiros.

Dra. Thais também explica algumas diferenças no esquema vacinal de cães e gatos. Se para os cães, as vacinas começam a partir dos 45 dias de vida e são recomendadas 3 a 4 doses, para os gatos as vacinas começam a partir dos 2 meses de idade e são realizadas apenas duas doses. Entre uma vacina e outra, a médica veterinária comenta que “o intervalo vacinal deve ser de 21 a 30 dias, possibilitando que  o animal desenvolva um platô, ou seja, um nível de anticorpos suficiente para conseguir debelar as doenças, o que geralmente ocorre após as 16 semanas de vida”.

Mas toda vacina é obrigatória? Não. Embora cada vacina tenha a sua importância no combate de doenças específicas, Dra. Thais conta que a única vacina obrigatória para os animais domésticos é a vacina contra a raiva, uma zoonose letal para animais e humanos, a  qual  não está erradicada no Brasil. “A vacina antirrábica deve ser aplicada em cães e gatos a partir do 4º mês de vida, justamente porque nessa fase não há influência dos anticorpos fornecidos pelo leite materno.” A médica veterinária comenta que antes de aplicar a vacina é importante que seja realizado um exame clínico do animal para checar seu estado geral, por isso as vacinas devem ser aplicadas por um profissional capacitado e seguir os padrões da ANVISA. Tudo isso caracterizará o processo como “vacinação ética”.


Cães

A vacina múltipla (V8 ou V10) também é recomendada para cães. Ela combate doenças contagiosas como a Cinomose, Hepatite canina, Parvovirose, Parainfluenza, Adenovirose, Coronavírus e Leptospirose. Tudo isso, em uma só vacina.

Além desta, é possível imunizar o cão contra a Traqueobronquite (tosse dos canis) e Giárdia, que são doenças de alta infectividade. “Ambas podem ser aplicadas concomitantemente com o ciclo de vacinação”, comenta a médica veterinária.

Concluído esse período, o intervalo entre as doses de vacina será anual.


Pós-vacina

Após a vacinação, alguns sinais podem ser observados. “O animal pode ficar apático, mais tristinho no dia que a vacina foi aplicada, ou em alguns casos pode formar um aumento de volume temporário no local da aplicação, mas geralmente não há reação”, comenta Dra. Thais Medeiros.

“Antes de terminar o ciclo completo de vacinação não é recomendado passear com o animal, ou até mesmo frequentar petshops para banho e tosa. É importante evitar que ele entre em contato com os agentes infecciosos, pois, mesmo entre uma vacina e outra, o sistema imune do animal não está consolidado e ele pode contrair a doença”, alerta a especialista.


Conscientização

Desde que a vacinação de cães e gatos foi introduzida pela primeira vez nas cidades, ela tem ajudado a diminuir drasticamente a incidência de doenças, que também podem afetar os humanos.  

“É preciso entender a importância da vacinação, porque algumas doenças podem causar sequelas irreversíveis. Inclusive, haveria possibilidade de erradicação de doenças se todos os animais fossem vacinados. Em alguns países desenvolvidos, não há Parvovirose e Cinomose, justamente porque há essa conscientização da população”, comenta Dra. Thais.

Em relação às despesas, a médica veterinária argumenta. “A vacina tem em média o custo de R$ 70,00 por dose. Ainda que muitos considerem o investimento alto, é necessário considerar os riscos aos quais o animal está exposto. Vale a pena arriscar? Se um animal contrair alguma dessas doenças e precisar ser hospitalizado, a despesa se torna inúmeras vezes maior, sem considerar que o animal  pode não resistir em casos mais graves ”, defende a especialista.


Dra. Thais Medeiros 

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