Revista Sucesso

Atualizado em 08/01/2019

Educação

Um hiato entre o medo e a esperança

Entre o medo e a esperança existe um pensamento, um raciocínio, uma maneira de analisarmos e percebermos o cenário que se descortina diante de nós.

Da redação

O resultado deste hiato depende da maneira que permitirmos sermos influenciados por nossas inseguranças, nossa humildade, nossa capacidade de adaptação, nossa capacidade de questionamento. Este hiato pode nos levar a uma crise, e crise nada mais é que a ausência de esperança, ausência de esperança é falta da fé raciocinada em nós.

O ser humano possui a capacidade de raciocinar, ele é capaz de auscultar sua trajetória, identificar seu processo de aprendizado. Ao analisar com distanciamento fatos, situações, sentimentos que se repetem em sua vida, identificar como reage  e quais as consequências de suas ações ou reações. Assim, neste viver cíclico pode decidir alterar seus conceitos ao perceber que suas ações, reações estão trazendo mais sofrimento que alegrias, mais raiva e dor do que paz e tranquilidade, pode então modificar o viver cíclico para viver elíptico, isto é, alargando seus sentimentos, incorporando um novo raciocinar em seu modo de pensar, e seu novo pensar ser automatizado em seu ser e, então, este hiato produzirá esperança.

Enfrentar nossas inseguranças exige vontade firme, não aquela firmeza superficial que demonstramos quando queremos nos fazer maiores diante dos outros, pois esta força geralmente vem acompanhada do revide, da mesquinhez, da vaidade, do orgulho e é identificada por todos, porém nestes momentos não percebemos o ridículo a que nos expomos, o constrangimento que levamos aos outros e o desamor que construímos. Enfrentar nossas inseguranças com honestidade pode fazer nossa alma sangrar momentaneamente, porém sairemos mais fortes deste processo. Enfrentá-las é conhecer sua origem, é olhar dentro de nós sem medo, mas com a certeza que somente o conhecimento nos permite lidar com maturidade com nossas inseguranças até que finalmente possamos superá-las.

Enfrentar nossa humildade é sermos capazes de nos colocar no lugar do outro. O que pensaríamos sobre nós, sobre nossas ações, nossas atitudes e nossas posturas? Isto se fosse possível ser o outro por alguns instantes. A percepção de nós sobre a perspectiva do outro determina em qual estágio nossa humildade estagia, ascender nesta escala vai depender  do que fizermos como esta nova visão.  
Enfrentar nossa capacidade de adaptação requer humildade, requer a decisão de aprender, de reorganizar, de ceder, de aceitar mudanças e, acima de tudo, de participar da construção do novo em nós.

Enfrentar nossa capacidade de questionamento significa saber o quê e como questionar, questionar para provocar não é questionamento, é afronta. Questionar para humilhar não é questionamento, é orgulho. Questionar para vencer não é questionamento, é vaidade. Questionar para entender é humildade. Questionar para contribuir é caridade. Questionar para ensinar é amor.

Sobre o medo e a esperança repousa o olhar amoroso do senhor Jesus que acredita em nós, Ele aguarda ansioso que nosso pensamento seja capaz de mover as montanhas de nossos enganos e construir um mundo melhor.


Maria Angela Miranda
Espírita

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