Revista Sucesso

Atualizado em 13/04/2017

Empresas e negócios

Um feliz e esperançoso 2017 pra você!

O fundamento desse raciocínio está na diferença entre os verbos esperar e esperançar. Esperar tem a ver com o não agir e o não tomar decisões até a concretização de um evento que se tem por certo, provável ou desejável. Por outro lado, esperançar&

Da redação

Um feliz e esperançoso 2017 pra você! 

Como o país vive um momento de grandes incertezas nos campos político e econômico, os dirigentes das empresas encontram-se temerosos em relação àquilo que vem pela frente e uma pergunta não lhes sai da cabeça: “O que esperar de 2017?”

O fato é que não devemos esperar nada deste novo ano. Precisamos, sim, saber muito bem o que queremos que aconteça ao longo dele e fazermos tudo aquilo que está ao nosso alcance para chegar lá. Parafraseando Peter Drucker, é hora de “construir o futuro”.

O fundamento desse raciocínio está na diferença entre os verbos esperar e esperançar. Esperar tem a ver com o não agir e o não tomar decisões até a concretização de um evento que se tem por certo, provável ou desejável. Por outro lado, esperançar é almejar, buscar, agir.

As pessoas que esperam têm a atitude passiva de aguardar que algo lhes ocorra, vivendo no campo da probabilidade e do conformismo. “Espero que as coisas se resolvam a tempo” ou “Tomara que o cliente dê um retorno para nós”. Já os indivíduos esperançosos dirigem esforços pessoais para que a certeza que guardam dentro de si aconteça na prática.

Se a ansiedade é uma das consequências da espera e suas incertezas; a esperança traz a paz, porque se apoia na confiança de que algo acontecerá. Se o contar com a sorte é típico daqueles que esperam; a competência é o maior trunfo de quem vive a esperança.

Aliás, por todos os lados encontramos sinais visíveis de que a esperança continua a mover muita gente. Ou você acredita que alguém teria filhos, plantaria sementes, construiria novas casas ou empreenderia negócios arriscados numa economia cambaleante sem esperança? Jamais. É a certeza de um mundo melhor que nos motiva a caminhar.

O ano que se inicia pede empresas que se antecipem aos fatos. Por que implementar aquele plano de trabalho ousado só depois do Carnaval, quando o concorrente se tornar mais agressivo, os clientes minguarem, as demissões forem inevitáveis ou o mercado obrigá-lo a diminuir ainda mais o ritmo da produção?

A atitude-chave para quem quer vencer de verdade em 2017 está ligada a uma única palavra: protagonismo. Precisamos assumir as rédeas daquilo que está ao nosso alcance e deixar o vitimismo para quem prefere “deitar em berço esplêndido” e daqui a pouco talvez terá de se contentar com “o chão”. Mais do que assumir uma visão otimista da vida, temos de nos mexer de verdade.

Também é importante lembrar que o protagonismo é exercido com mudanças. No final do livro “Você está louco!” (Ed. Rocco), o empresário Ricardo Semler já lembrava dez anos atrás: “Se todos mudarem um pouquinho, logo teremos uma sensação de esperança, que é o que move a humanidade”.

A verdade nua e crua é que a maior parte das pessoas e empresas vai preferir esperar para ver o que acontece. Quem for ousado agora, além de manter a esperança, ainda vai aproveitar as janelas de oportunidades que estão surgindo em praticamente todos os mercados.

Como diz aquela conhecida canção do Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Feliz 2017 pra você!

Wellington Moreira
Palestrante e Consultor empresarial
Colunista da Revista Sucesso

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revista Sucesso, 2017, Wellington Moreira, Geraldo Vandré
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