Revista Sucesso

Atualizado em 31/01/2018

Gastronomia

Um bolo muito inglês

Ou um bolo tão inglês que Sua Majestade Elizabeth ll ficaria encantada com ele, no chá das cinco, por exemplo.

Da redação

Ou um bolo tão inglês que Sua Majestade Elizabeth ll ficaria encantada com ele, no chá das cinco, por exemplo. Mas, para mim e minha família plebeia, este bolo faz parte da sobremesa de Natal. Tem uma longa história. Tudo começou quando ganhei um livro chamado Novos Caminhos da Alimentação da minha amiga Jocelen.
Nessa época, seguia uma estrita dieta macrobiótica e fazia adaptações de todas as receitas a esse tipo de alimentação. Então trocava a farinha de trigo refinada por farinha de trigo integral, o açúcar por mel e açúcar mascavo, enfim, tentava deixar tudo o mais natural e orgânico possível. E foi assim que aprendi a cozinhá-lo.

Pois bem: chegou o Natal e fui fazer o tal Christmas Cake do tal do livro. Ficou tão deliciosamente maravilhoso que comemos tudo antes do Natal. Fiz de novo. Durou dois dias. Fiz de novo dobrando a receita. Quando fui ver, estava fazendo dez quilos de uma fornada só. Para sobremesa, para dar de presente, para os vizinhos, amigos, parentes. Repetia na Páscoa a fornada. E fui acrescentado ingredientes - cerejas em calda, vinho do Porto, e até um tempero que inventei misturando noz-moscada, cardamomo e anis estrelado... É melhor que o melhor torrone de frutas da Espanha que minhas tias mandavam todos os anos, pelo correio.

Não, não parece panetone. Está mais para os “panefortes” italianos. Mais consistente (não quer dizer que fica duro) e saboroso. Um pedaço deste bolo com uma fatia de bom queijo vale por uma refeição. Por não levar fermento, dura pelo menos três meses, mas, por conta do nosso clima, guardo já embalado em papel filme na geladeira. Senão derrete por causa da muita manteiga que leva, da autêntica. Então, vamos à receita original, a do livro. Com poucas agregações minhas.


BOLO FESTIVO
A receita rende 4 kilos de bolo, mais ou menos.


Ingredientes:
500 gramas de manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
500 gramas de farinha de trigo (metade integral, metade branca);
500 gramas de açúcar (metade mascavo, metade cristal );
Se você tiver à mão um mel que tenha certeza que é puro, separe uma xícara de chá dele, para agregar.
300 gramas de uvas-passas, pretas ou brancas, ou as duas, sem semente.
300 gramas de frutas cristalizadas, gosto que predomine a cidra e a laranja.
600 gramas de nozes pecã, escolhidas, já torradas e grosseiramente quebradas. Estas nozes foram acrescentadas à receita por mim.
9 ovos, caipiras ou de granja mesmo, separados. As claras batidas em neve.
Cravo e canela em pó, uma boa pitada de cada.


Modo de fazer:
Bata a manteiga com o açúcar até ficar espumosa. Junte as gemas uma a uma, aos poucos. Nesse batido acrescente as farinhas, as frutas cristalizadas, o mel (se tiver), as nozes pecã, os temperos. Depois de misturar tudo muito bem, com a batedeira ou as mãos, acrescente delicadamente as claras em neve. Mesmo sem fermento este bolo cresce, graças a elas. Unte a forma ou as formas que usar com manteiga e polvilhe com farinha. Acenda o forno a 180 graus. Com uma pá de cozinha preencha as formas deixando espaço para que a massa cresça. Depois de uma hora e meia ou menos, está pronto. Usava um glacê que em dias úmidos deu problema. Então enfeitei um pouco por fora com glaçúcar.

Maria de Los Angeles
Autodidata, especialista em culinária espanhola
e Cronista Gastronômica.

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