Revista Sucesso

Atualizado em 07/01/2019

Saúde

Transtorno de ansiedade, como reconhecer?

É muito comum a queixa de ansiedade e preocupação excessiva, pois a ansiedade e o medo são emoções presentes em todos os seres humanos independentemente do contexto sociocultural em que se encontram.

Da redação

Sou muito ansioso e preocupado, será que tenho um Transtorno de Ansiedade? Mas quando isso deixa de ser normal e é considerado uma doença?

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é caracterizado por ansiedade e preocupações excessivas acerca de diversos eventos ou atividades. A intensidade, duração ou frequência desses sintomas é desproporcional à probabilidade real ou ao impacto atribuído ao suposto evento negativo. O indivíduo tem dificuldade para controlar a preocupação e os pensamentos relacionados. As preocupações são excessivas e interferem de forma significativa no funcionamento psicossocial, afetando os relacionamentos, trabalho e estudos.

As manifestações podem variar ao longo das fases da vida e incluem: tremores, incapacidade de relaxar, cefaleia, fadiga, palpitações, sudorese, tontura, falta de ar, ondas de frio ou calor, insônia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Além dos sintomas físicos, também está presente um humor ansioso, com preocupações constantes que normalmente referem-se a possíveis consequências catastróficas de situações comuns ligadas ao trabalho, estudo e vida familiar. As preocupações relacionam-se com situações da rotina de vida, responsabilidades no trabalho, saúde, finanças, saúde dos membros da família e acontecimentos ruins com os filhos.

Os sintomas tendem a ser crônicos, apresentando remissões e recidivas ao longo da vida. As taxas de remissão completa são muito baixas, pois os sintomas costumam flutuar com o tempo.

A preocupação excessiva prejudica a capacidade do indivíduo de resolver questões de forma rápida e eficiente, tanto em casa como no trabalho. Dessa forma, o Transtorno de Ansiedade Generalizado está associado à incapacidade e ao sofrimento significativo.

O tratamento deve ser individualizado, realizado através da combinação do uso de medicamentos e alguma forma de psicoterapia. As medicações além de diminuírem os sintomas físicos da ansiedade e a reatividade fisiológica ao estresse, podem facilitar o processo de revisão de atitudes e formas de pensar que são o ponto fundamental de intervenção da psicoterapia.



Dra. Fernanda Aparecida Bett Rodrigues
Psiquiatra
CRM-PR: 32349 | RQE: 23165

Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Pós-graduada em Psiquiatria pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)

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