Revista Sucesso

Atualizado em 19/08/2019

Saúde

Surdez prejudica convívio familiar e profissional

Os filhos devem ajudar seus pais a buscar tratamento contra a perda de audição que afeta muitos idosos

Da redação

O Dia dos Pais é sempre uma data especial. Serve, inclusive, para lembrar aos filhos a importância da audição na qualidade de vida dos mais idosos. Pessoas com problemas auditivos têm dificuldades de relacionamento na família, no trabalho e entre amigos. É porque ocorre, muitas vezes, um constrangimento devido à dificuldade na comunicação, o que acaba por afastar o idoso do convívio em sociedade, podendo acarretar irritação, tristeza e até mesmo depressão.

Segundo pesquisa realizada pelo site Hear-it, os próprios familiares e amigos sentem-se intimidados em abordar o problema da deficiência auditiva, porque a reação da pessoa não é boa na maioria das vezes. Dos 85% que revelaram ter tocado no assunto com um parente ou amigo, 47% consideraram a conversa difícil e delicada.
A constatação de que já não se ouve bem é sempre ruim. Por isso, é preciso que os filhos ajudem a derrubar as barreiras contra o preconceito que os próprios deficientes auditivos têm a respeito do uso de aparelhos auditivos.

"A família é fundamental no processo de aceitação da perda auditiva e na recuperação, no resgate dos sons. Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil, mas trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Os filhos podem oferecer um apoio importante. Todos os estudos mostram que o tratamento, geralmente com aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida dos mais idosos", afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal.

A perda de audição adquirida na terceira idade deve ser considerada, acima de tudo, uma perda social e psicológica que priva o indivíduo de conquistar boas relações sociais e almejar novas metas profissionais, se ainda estiver no mercado de trabalho.
Segundo especialistas, a maioria das pessoas experimenta algum grau de surdez a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo, quando as células ciliadas do ouvido interno começam a morrer. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas desta faixa etária já tem um grau de perda que indica a necessidade do uso de aparelho auditivo. Depois dos 65 anos, a perda auditiva ,conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, é preciso que os filhos incentivem a consulta com um médico otorrinolaringologista aos primeiros sinais de surdez.
“Os aparelhos auditivos são um importante e necessário presente para o papai que tem alguma deficiência auditiva. A audição tem um efeito incrível sobre nossas vidas. O som é capaz de proporcionar emoções e ouvir é fundamental para uma boa saúde física e mental. Não há demérito algum em usar prótese auditiva. Atualmente, existem aparelhos discretos, com tecnologia digital, quase imperceptíveis no ouvido, que não ofendem a vaidade de quem os usa. Por que então não fazer uso dessa tecnologia? ”, conclui a fonoaudióloga.

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