Revista Sucesso

Atualizado em 30/11/2016

Saúde

Sexo seguro, isto existe?

Urologista José Renato Fabretti dá orientações de como ter uma vida sexual saudável

Da redação

O sexo faz parte da nossa vida. Não importando se é a primeira vez ou com novo parceiro, o ato sexual pode ser emocionante ou assustador, tudo isso ao mesmo tempo. Para que tenhamos o prazer do ato sem prejudicar nossa saúde, é importante que saibamos nos proteger das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e de gestações indesejadas. A regra que previne todos esses efeitos indesejados de um relacionamento é a monogamia, principalmente quando o casal permanece junto, sem ter alguma experiência sexual anterior. Apesar de existirem esses casais, eles não são maioria. Hoje há uma desinformação total dos cuidados com a gravidez não desejada e com as DSTs. É preciso orientar a população sexualmente ativa dos riscos que estão correndo e orientar os que já estão com DST a tratá-la e não transmiti-la.

O uso de preservativos previne a gravidez com segurança, assim como a pílula anticoncepcional, já há mais de 50 anos no mercado. Outras opções são os anticoncepcionais injetáveis de uso mensal, a camisinha feminina e o DIU (dispositivo intrauterino).

Agora vamos falar das doenças, que não são poucas e apresentam diferentes maneiras de contágio. Temos as DSTs de contato direto, caso das infestações por Pthirus Pubis (chato), molusco contagioso, HPV9 (Human papiloma virus), Herpes Genital (tipo 2); e as DSTs de contato com penetração, entre as quais podemos destacar a gonorreia, uretrite por clamídia e inespecíficas, sífilis, HIV e linfogranuloma venéreo. As hepatites A e B são DSTs que podem causar graves danos ao fígado, e não esqueçamos que o sexo oral dissemina doenças como uretrite gonocócica, clamídia e HPV, que são aquelas pequenas verrugas parecidas com couve-flor.

Como evitar:

1-Tenha conhecimento das doenças, como são adquiridas e como preveni-las;

2- Procure orientação dos especialistas da saúde e faça exames regularmente que incluam testes de HIV, sífilis, Hepatite A e B; e solicite ao seu parceiro ou parceira que também faça;

3- Conheça os sintomas das DSTs. É importante um diálogo sobre estas doenças, bem como cada casal conhecer bem seu corpo;

4- Vacine-se. Hoje temos vacinas de prevenção de DSTs como a hepatite A e B, como também o HPV, indicado para as mulheres de 9 a 26 anos, já que esta doença é uma epidemia mundial, afetando 1/3 dos casais sexualmente ativos; 5. Faça o tratamento. Para praticar sexo seguro, é importante que você não contamine o seu parceiro;

Adoção de comportamentos responsáveis:

1- Monogamia, como já falado, reduz o risco de adquirir as DSTs, havendo um compromisso de exclusividade sexual entre os parceiros;

2- Converse muito com seu parceiro ou parceira antes e após as relações, sejam sinceros e façam sexo seguro, sempre com consentimento entre as partes. Se houver dúvida, não realizem o ato sexual;

3- Segurança em primeiro lugar. Evite misturar drogas e álcool com sexo, não compartilhe bebidas de desconhecidos e mantenha-se sempre lúcido (a), já que é comum em festas o golpe "boa noite, cinderela", que causa tontura, confusão mental e dificuldades de locomoção;

4- Proteja suas emoções. Ninguém pode pressioná-lo a transar ou em qualquer nível, desde um abraço até o ato sexual. Se não se sentir bem, vá para casa.

José Renato Fabretti
(CRM/PR 6361) Urologista

sexo seguro, DST, doenças sexualmente transmissíveis, prevenção
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