Revista Sucesso

Atualizado em 29/08/2016

Tratamentos

Reprodução assistida: solução para muitos

Especialista na área, Dra. Lauriane Schmidt esclarece dúvidas sobre os métodos

Da redação

Dra. Lauriane Giselle Schmidt de Abreu

A possibilidade de realizar um projeto familiar e de tratar casos de infertilidade já não é uma realidade tão distante, graças às avançadas técnicas de reprodução assistida. A ginecologista Lauriane Giselle Schmidt de Abreu, que atua na área há cerca de 15 anos, esclarece que a técnica de reprodução assistida surgiu no fim dos anos 1970, desenvolvida pelo professor britânico Robert Edwards, culminando na gestação de Louise Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo. “Portanto, já são quatro décadas de história e muita consistência do ponto de vista científico, além de segurança”, pontua. Formada pela UEL, Lauriane é mestre e doutora em ginecologia e obstetrícia na área de reprodução humana pela Universidade de São Paulo. Para ela, a reprodução assistida “surgiu para oferecer uma opção aos casais que, sem o surgimento da mesma, ficariam impossibilitados de realizar o desejo de serem pais”.

Reprodução assistida no Brasil

No Brasil, a reprodução assistida é regida pela resolução nº2013/13, do Conselho Federal de Medicina (CFM), pelo Código de Ética Médica, promulgado pelo mesmo conselho, e pela Lei nº 11.105/05, conhecida como Lei de Biossegurança. Para doutora Lauriane, a legislação é necessária, uma vez que os aspectos ético-legais são primordiais para o exercício da especialidade. Em termos de técnicas e nível de qualificação profissional na reprodução assistida, segundo a especialista, o Brasil acompanha os países pioneiros na área. “Porém, temos ainda limitações, principalmente econômico-culturais, como a falta de suporte financeiro por convênios e a escassez de serviços que ofereçam estas técnicas gratuitamente em universidades. E também na área de pesquisa, nesse campo ainda temos muito que avançar”.

Público

Segundo a médica, casais que têm alguma dificuldade para conseguir a gestação após um ano de tentativas são o principal público alvo da reprodução assistida. Quanto à média de faixa etária das pessoas que buscam os métodos, a profissional esclarece que tem aumentado pela própria mudança no perfil da população que, de uma maneira geral, tem postergado a gestação por motivos sociais e profissionais.

“Geralmente, a pessoa que opta pela reprodução assistida passou por outros estágios antes, buscou outros métodos e soluções e já vem encaminhada após a investigação inicial ou terapia inicial feita por seu ginecologista de base”, acrescenta doutora Lauriane.

“Mulheres solteiras, principalmente aquelas que desejam congelar os óvulos por motivo social ou por indicação médica, e homossexuais também estão incluídos no público atendido nessa especialidade médica”. Com a atualização da resolução que trata desses procedimentos pelo CFM, em 2013, casais homoafetivos e pessoas solteiras passaram a ser citados como elegíveis aos procedimentos.

Técnicas - Quanto às técnicas, doutora Lauriane esclarece que existem as de baixa complexidade, como o coito programado e a inseminação intrauterina; e técnicas de alta complexidade, como a fertilização in vitro, congelamento de óvulos e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides. As indicações são avaliadas em cada caso e discutidas com o paciente/casal.

“Existem estudos muito consistentes na área com um grande número de sujeitos, e que permitem que possamos estimar a chance de sucesso de determinado procedimento de acordo com os parâmetros de cada paciente/casal”, acrescenta.

Segundo a especialista, ainda existem tabus e mitos que devem ser esclarecidos em relação ao assunto. “Acredito, sim, que possa existir ainda algum preconceito, principalmente por parte daqueles que desconhecem os procedimentos e possibilidades, bem como a segurança da reprodução assistida”. Em relação aos custos dos procedimentos, a especialista lembra que ainda são onerosos, pois exigem uma infraestrutura complexa e equipe multidisciplinar altamente especializada.

revista sucesso, bem-estar, reprodução assistida, Lauriane Giselle Schmidt de Abreu
Mais lidas
  1. Soluções inteligentes e funcionalidade
  2. Educação Infantil: um mundo de descobertas
  3. Cuidar das articulações garante vitalidade
  4. Ouvir bem é vida
  5. Disfunção eréctil: será que vou ter?
Leia também
  1. Cursos de estética com prática e certificação
  2. Tratamento mega redutor de gordura localizada e...
  3. Mamografia no Brasil: o pior cenário dos...
  4. Entenda como o ômega 3 pode ajudar quem tem...
  5. Varizes são um problema de saúde: conheça os...