Revista Sucesso

Atualizado em 09/11/2016

Saúde

Reposição hormonal masculina

Urologista José Renato Fabretti tira suas dúvidas sobre o assunto

Da redação

Este é um tema muito importante para o casal. Assim como a mulher, na quinta década de vida, tem menopausa, o homem também pode apresentar a sua andropausa ou DAEM (declínio andrológico do envelhecimento masculino). Enquanto o impacto na mulher é imediato, devido à ausência da menstruação e incapacidade de engravidar; no homem, as mudanças são bem diferentes e podem ocorrer entre os 50 e 80 anos. Neste novo marco da vida, tanto para a mulher quanto para o homem, é importante que o casal esteja junto e em sintonia.

O homem, a partir dos 40 anos, perde em torno de 1% da produção de testosterona, mas não é somente a diminuição de produção que causa a escassez do hormônio. Com o envelhecimento masculino, há o aumento de certas proteínas de transporte, que se unem à testosterona e bloqueiam o hormônio, impedindo que fique livre para exercer sua função biológica. A diferença da andropausa do homem, que tem início mais cedo ou tarde, se deve a fatores genéticos e ambientais, assim como ao estilo de vida.

Os primeiros sinais de deficiência de testosterona, no adulto, são o declínio de desempenho físico e mental e alguns sintomas neuropsiquiátricos com depressão, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e insônia, sintomas muitas vezes confundidos ao estresse profissional ou pessoal. A deficiência de testosterona causa a diminuição do desejo sexual ou queda da libido, produção reduzida de espermatozoides, redução do crescimento de barba e pelos, pele enrugada e seca, diminuição da massa muscular, ocasionando perda da força muscular e desenvolvimento de gordura, principalmente na região abdominal, podendo levar à osteoporose e, com isso, aumentar o risco de fraturas.

Agora que você, esposa, já sabe o que está acontecendo com o seu marido, porque ele anda esquecido, irritado, com insônia, desatento e está barrigudinho, apesar de não tomar cerveja todo o dia, as pernas estão finas, ficando cada vez mais careca e espaçando o tempo de ir cortar o cabelo, podendo estar hipertenso, com diabetes e disfunção erétil, não querendo ter uma vida social, preferindo ficar sempre em casa; o que fazer?

Procure se informar a respeito da deficiência de testosterona e como dar apoio na andropausa, uma vez que é uma situação delicada e afeta a saúde de seu companheiro. Seja paciente e compreensiva e ofereça seu apoio durante essa fase da vida, pois seu parceiro precisa de tempo para reconhecer as mudanças ocorridas no seu corpo. Quando ele estiver aberto ao diálogo, fale sobre o que está acontecendo com ele, incentivando-o a falar sobre seus problemas físicos e mentais. De preferência, acompanhe-o à consulta com um urologista, para a confirmação do diagnóstico e tratamento. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, que medem a dosagem de testosterona total e livre. Estando baixa, se inicia a reposição hormonal, que poderá ser através de comprimidos, injeções, cremes tópicos (pele) ou adesivos. A melhora de todos os sintomas será rápida, como também a melhora da qualidade de vida do casal. Não retornará aos 30 anos de idade, mas a diferença deverá ser um rejuvenescimento de uns dez anos, que deverá ser comemorado com aumento da intimidade, vida social e atividades físicas.

José Renato Fabretti, urologista

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