Revista Sucesso

Atualizado em 17/08/2020

Saúde

Quase metade da população brasileira possui colesterol alto

Os níveis adequados de colesterol dependem de cada caso, por isso a avaliação médica regular é fundamental

Da redação

O colesterol em níveis elevados é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 40% da população tem colesterol alto, que pode se acumular e obstruir vasos sanguíneos, levando à formação da aterosclerose. “A aterosclerose é silenciosa, leva a obstrução dos vasos sanguíneos e é uma das maiores causas de morte do mundo. Muitas vezes, o primeiro sintoma que aparece já é fatal, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), chamado de “derrame”, ou infarto agudo do miocárdio conhecido como “ataque cardíaco”, alerta o cardiologista Dr. João Vítola, diretor geral da Quanta Diagnóstico por Imagem.

O colesterol é produzido pelo fígado e circula em nosso sangue. Existem dois tipos principais de colesterol: o LDL, chamado colesterol “ruim”, ou seja, é aquele que quando está em níveis altos, se acumula nos vasos e pode levar a um infarto ou AVC. Já o HDL, chamado de “bom” colesterol, é capaz de remover o LDL do organismo e, quando alto, reduz o risco de AVC e infarto.

O diagnóstico dos níveis de colesterol é feito somente por testes laboratoriais. Em alguns casos, conforme o histórico e risco de cada pessoa, também podem ser indicados exames mais detalhados. “Se um paciente tem baixíssimo risco de apresentar uma doença cardíaca, não precisa, necessariamente, fazer nenhum exame complementar, somente mudar hábitos. Se há um risco moderado ou intermediário, aí é possível a indicação, por exemplo, do Escore de Cálcio, que detecta aterosclerose no coração, e assim por diante, para ajudar na escolha do tratamento mais adequado”, explica Dr. Rodrigo Cerci, cardiologista e diretor de Pesquisa e Inovação e do Serviço de Angiotomografia Cardíaca.

Segundo Dr. Cerci, os níveis recomendados de colesterol mudam conforme cada caso, por isso é fundamental uma avaliação médica regular. “O normal do colesterol hoje, por exemplo, depende do risco de cada um. Se eu tenho 40 anos, não tenho aterosclerose ou fator de risco, eu tenho um risco baixo de infarto. Neste caso um valor de LDL de até 160 pode ser tolerado. Se eu tenho 40 anos e já infartei, o meu risco é muito alto. Então, esse mesmo LDL tem que ser menor que 50”, esclarece.

Mas, não são somente os adultos que podem ter o colesterol elevado. O problema pode surgir em qualquer faixa etária. “Existe uma forma grave da doença, que se chama hipercolesterolemia familiar, caracterizada por um nível muito elevado de colesterol desde o nascimento e que pode trazer consequências já na infância”, revela Dr. Silvio Barberato, cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem.

Cultivar bons hábitos de vida é uma das maneiras mais eficazes para a prevenção, como praticar exercícios físicos, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool. Adotar uma dieta mais saudável é um dos fatores principais, pois 30% do colesterol do nosso organismo é proveniente dos alimentos. “Basta não exagerar na quantidade de sal no preparo dos alimentos, evitar o excesso no consumo de carnes e laticínios gordurosos, alimentos industrializados e frituras, incluir dez porções de frutas, verduras e vegetais na alimentação diária e beber bastante água todos os dias”, esses são considerados bons hábitos, aponta Dr. João Vítola.

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