Revista Sucesso - Quando a psicoterapia pode ajudar o adolescente

Revista Sucesso

Atualizado em 14/05/2018

Educação

Quando a psicoterapia pode ajudar o adolescente

A psicanalista e psicóloga Isabella S. B.Dal Molin diz que o adolescente dá sinais mais ou menos explícitos de que precisa de ajuda

Da redação


Quais são as principais causas que levam os adolescentes à terapia?

Os adolescentes chegam à psicoterapia por vários motivos. Muitas vezes, o próprio jovem percebe que não está bem, que está sofrendo e dá sinais mais ou menos explícitos de que precisa de ajuda. É o momento determinante para o que ocorrerá depois. A percepção do adolescente pode se tornar um pedido articulado, e dirigido aos pais, sobre a necessidade de falar com alguém. Mas pode também ganhar formas menos evidentes e complexas, como o isolamento e a agressividade. Dar atenção aos sinais de sofrimento e reconhecer a necessidade do adolescente não é tarefa das mais fáceis, porque o estado emocional do jovem e as reações que esse estado causa nos outros podem geram incerteza sobre o que fazer e a quem recorrer. Dificuldade semelhante é enfrentada pelos professores e educadores, que podem identificar o sofrimento, mas hesitar em falar com a família sobre a necessidade da psicoterapia.


Depressão na adolescência é comum?  O que difere esta depressão de outras fases da vida? Como os pais e a escola podem identificar? Como podem colaborar nessa recuperação?

Estados temporários de isolamento, fechamento, tristeza e pouca disposição são comuns na adolescência e em todas as outras idades. E o adolescente pode apresentar um quadro de depressão que precisa de atenção e cuidado. A dificuldade em identificar quadros mais graves ocorre, entre outros motivos, porque idealizamos a adolescência como um período de descobertas positivas, socialização sempre agradável, e um ilimitado horizonte de escolhas e possibilidades. Esquecemos como essa fase da vida é repleta de angústias, de tentativas frustradas de adaptar-se e pertencer a grupos, da descoberta de limitações e da necessidade - imposta, cabe dizer -  de formar logo uma identidade que, a rigor, ainda estará sujeita a mudanças. Se os pais puderem reconhecer que a adolescência é uma fase difícil, que envolve medir-se com as figuras de autoridade, decepcionar-se e, também, enfrentar a tristeza inerente à necessidade de abandonar uma série de aspectos da vida infantil, a passagem por essa fase torna-se, para o jovem e para a família, mais fluida.    


Drogas. Como a terapia pode colaborar?

Não fazendo juízo sumário de valor sobre a questão, mas auxiliando o jovem a entender o porquê do uso, e se, eventualmente, algum aspecto de sua vida está sendo prejudicado. Muitas vezes o uso é recreativo, controlado, e serve a propósitos que só serão entendidos se ouvirmos o próprio jovem. A essa questão não se prestam respostas simples.


4. Automutilação. O que leva a esse ato?

Só é possível responder a essa questão pensando caso a caso. Mas há uma linha de reflexão que pode introduzir o problema: a dor psíquica, o sofrimento, é mais difícil de representar e dar sentido do que a dor física. Imaginemos um cálculo que procure dar forma – no corpo – a algo doloroso que ocorre no âmbito mental. A compreensão pode começar por aí...



Isabella Silva Borghesi Dal Molin

Psicanalista e Psicóloga - CRP08/13071

Av. Harry Prochet, 550, sala 03ª

Tel: (43) 3344-0007 / 99977-6844


Psicologia, terapia, depressão, adolescentes, Isabella Silva Borghesi Dal Molin, Londrina
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