Revista Sucesso

Atualizado em 18/12/2018

Estilo de vida

Qual o futuro das livrarias no Brasil?

Para um amante de livros, nada como andar por uma livraria

Da redação

Tivemos nos últimos dias notícias tristes de grandes redes de livrarias brasileiras entrando em recuperação judicial no Brasil. Essas notícias vêm nos chegando aos poucos: primeiro foram anunciados fechamentos de várias lojas por todo o país. Já há algum tempo, vinham diminuindo o número de livrarias nas ruas e shoppings. Agora a situação parece ter chegado a um ponto crítico.

As primeiras livrarias a sumirem do mapa, entretanto, já saíram de cena há tempos. As pequenas livrarias foram as primeiras vítimas. Seja por terem sido engolidas pelas grandes redes, seja simplesmente porque seu produto principal, o livro, já não gera tanto interesse do consumidor. Agora, porém, a situação chega em livrarias que os brasileiros conhecem e confiam há décadas.

Muitos podem ter sido os motivos para chegarmos a essa situação. Os grandes consumidores de livros vão ser rápidos em apontar um dos mais óbvios: sai mais barato comprar livros pela internet. Inclusive, muitas vezes, o mesmo livro estava mais caro na loja física do que na loja virtual da mesma rede. Quando questionados, os funcionários das lojas explicavam que não era possível dar o mesmo desconto na loja física do que o desconto dado na loja virtual. É natural, portanto, que os consumidores tenham aos poucos decidido pela compra online. Mesmo levando-se em conta que ao comprar direto na livraria, já se sai com o produto em mãos, alguns dias de espera compensariam a economia e a comodidade de se receber o livro em casa pela compra na internet.

Infelizmente, é preciso dizer também que as livrarias perderam um pouco dos seus atrativos. Para trazer os consumidores para suas lojas, num passado não tão distante, havia vários eventos, lançamentos de livros, autores em sessões de autógrafos... Hoje, tais eventos são raros e acontecem muitas vezes somente em grandes capitais.

É triste observar que as livrarias estão diminuindo. Sim, os livros eletrônicos, os chamados e-books, também podem ser um motivo, mas ainda assim, não são os responsáveis. Talvez tenha sido uma falta de adaptação a um mercado que se modificou, que ficou mais tecnológico, que exige não só qualidade nos produtos, mas também os melhores preços. Pode ser que não exista uma solução para salvar essa parte do mercado editorial, mas a esperança de que as livrarias brasileiras consigam encontrar uma resposta é grande. Afinal, para um amante de livros, nada como andar por uma livraria.


Mariana Maiz Pirolo
Blog Pequenos Retalhos
Colunista Revista Sucesso

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