Revista Sucesso

Atualizado em 09/10/2017

Saúde

Prevenir é a melhor conduta contra a obesidade infantil!

As consequências do excesso de peso na infância vão desde o maior risco de se tornar um adulto obeso, bem como uma maior probabilidade de encarar todos os problemas de saúde que acompanham a obesidade na vida adulta

Da redação

Uma pesquisa feita pela PROTESTE  apurou a rotina da garotada e de seus pais para descobrir como eles têm lidado com a comida no dia a dia e chegou à conclusão de que existe uma falta de controle sobre os hábitos alimentares das crianças. Em primeiro lugar, 36% delas consomem fast food de três a quatro vezes por semana e 28%, de cinco a seis vezes por semana! Além disso, 70% dos meninos e meninas não jantam todas as noites e 23% não tomam café da manhã diariamente. Pior: nem todos os pais notam que seus filhos estão gordinhos. E, mesmo entre a minoria que consegue, surge outro porém: a maior parte não acha que a barriga avantajada faz mal à saúde nessa fase da vida.

O dado é alarmante. Segundo a Federação Mundial de Obesidade, o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que estão acima do peso deve pular de 220 para 268 milhões em menos de uma década. No Brasil, uma em cada três crianças, entre 5 e 9 anos, está acima do peso .

Nos últimos anos, o padrão alimentar dos brasileiros passou por mudanças significativas, principalmente pela substituição de alimentos in natura, como as frutas, legumes, verduras, cereais e leguminosas, por alimentos industrializados prontos para o consumo. Com isso, há uma maior ingestão de calorias, principalmente calorias vazias que não fornecem nenhum tipo de nutriente.

As consequências do excesso de peso na infância vão desde o maior risco de se tornar um adulto obeso, bem como uma maior probabilidade de encarar todos os problemas de saúde que acompanham a obesidade na vida adulta — hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, infarto precoce, alguns tipos de câncer, menor expectativa de vida… Isso sem contar que algumas alterações e complicações podem aparecer na própria infância. É o caso de aumento no colesterol, pressão alta, diabetes, problemas ortopédicos, baixa autoestima e até depressão.

A prevenção é a melhor forma de evitar a obesidade infantil, entretanto, quando a criança já está com excesso de peso, o tratamento deve ser feito com uma mudança no estilo de vida, com a reeducação alimentar aliada à prática de exercícios físicos.

  • Aumentar a ingestão de frutas, legumes e verduras e priorizar o consumo de cereais integrais, evitando os refinados.
  • Não fazer as refeições em frente à TV e reduzir o tempo em que a criança passa assistindo TV, jogando videogame ou no computador.
  • Evitar o consumo de embutidos e reduzir a ingestão de alimentos ricos em gordura e açúcar.
  • Respeitar o horário das refeições, evitando lanches com calorias vazias nos intervalos das principais refeições.
  • Diminuir o consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas.
  • Aumentar o gasto energético com a prática de atividade física.

Vale ressaltar que este não é um processo fácil para a criança, principalmente quando ela está acostumada aos maus hábitos. A alimentação dos pais influencia muito no que os filhos comem. Então, alimente-se bem na frente deles.

Ao identificar o ganho excessivo de peso nas crianças, procure orientação médica. Vale lembrar que cerca de 10% da obesidade infantil é causada por distúrbios endócrino-metabólicos. E, nestes casos, o diagnóstico e tratamento imediatos são ainda mais necessários.


Danielle Muller Fabretti
Endocrinologia e Metabologia
CRM/PR - 37432

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