Revista Sucesso

Atualizado em 17/01/2018

Qualidade de vida

Por que adotar um vira-lata?

A médica veterinária Thais Medeiros conta quais as vantagens e os motivos para investir tempo e amor nos pets sem raça definida

Da redação

De diferentes espécies, tamanhos, idades. Nas ruas os animais domésticos procriam indiscriminadamente, ou, ainda, muitas vezes são abandonados à própria sorte.

Adotar um animal sem raça definida pode ser uma alternativa pra suprir a demanda do abandono e também de ter um novo companheiro, defende a médica veterinária Thais Medeiros, também doutora em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina.

Segundo Dra. Thais, há muitas vantagens em adotar os animais sem raça definida. “Devido ao cruzamento de diversas raças, o ‘vira-lata’ tem um sistema imunológico mais resistente às diversas doenças. Eles também são carinhosos e podem ser tão fofos quanto os animais de raça definida.”

Se a relutância é adotar um animal que aprendeu a viver na difícil realidade urbana, Dra. Thais comenta que o comportamento do animal pode ser revertido pelo novo tutor. “Animais também tem sentimentos. É possível ajudá-los a superar os traumas do abandono e de violência se houver paciência, amor e carinho.” E exemplifica, contando o caso do “Churros”, um cãozinho que foi resgatado nas ruas, sofrendo com um corte na região genital e ficou internado na Clinovet. “O caso do Churros era grave, mas mesmo sentindo muita dor ele colaborou quando fizemos os curativos, porque ele sentiu que estava sendo bem cuidado.”


A ADOÇÃO

Para realizar a adoção, Dra. Thais recomenda analisar o histórico do potencial-tutor, assim como o local onde ele pretende abrigar o pet e quais são os outros animais que também abriga. É importante verificar se a pessoa tem condições de adotar. “O novo tutor precisa ter condições de castrar, de alimentar bem, de vacinar, de manter a higiene do animal e isso não implica somente em questões financeiras. É preciso, sobretudo, querer e estar disposto a dedicar tempo e paciência.”

Antes de tudo, Dra. Thais alerta: “É preciso ter consciência de que adotar é um ato de responsabilidade. Várias pessoas adotam e abandonam novamente os animais, que voltam às ruas ou são resgatados por ONGs, muitas vezes como vítimas de maus-tratos”.

ADOÇÃO DE PETS ADULTOS

Há um paradigma, segundo a médica veterinária, de que é mais fácil adaptar animais filhotes às novas rotinas. A especialista explica que, apesar dos pets adultos já terem formado alguns hábitos, a maturidade lhes permite uma adaptação surpreendente.

“Eu recomendo sempre a adoção de animais adultos para ambientes com crianças, porque elas naturalmente não têm delicadeza com animais menores. Infelizmente, há muitos animais morrendo nos abrigos enquanto esperam a adoção. Após 6 meses a 1 ano, fica ainda mais difícil de serem adotados e isso, realmente é muito triste”, lamenta a profissional.

CADA RAÇA, UM CUIDADO

A médica veterinária conta também que até animais de raça estão sendo abandonados. “Algumas pessoas compram os animais e quando o pet cresce muito ou dá trabalho além do esperado, é descartado.” Por isso, Dra. Thais ressalta que é preciso ter consciência das necessidades de cada raça.

“O Shitzu, por exemplo, precisa tomar banho toda semana, essa raça é muito suscetível a problemas de pele, de ouvido e de coluna. O Buldog e o Pugg roncam o tempo todo, então eles precisam viver em um lugar arejado. O Labrador, outro exemplo, é extremamente agitado, precisa de espaço. Então são coisas, que antes de comprar ou adotar, é preciso pesquisar.” Mas como regra fundamental, a veterinária afirma que para a adoção é preciso amar e enxergar o pet como um novo membro da família.

Dra. Thais Medeiros CRMV-PR 11039
Clinovet Dumont
Av. Santos Dumont, 417 – clinovet.recepcao@hotmail.com
(43) 3025-7474

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