Revista Sucesso

Atualizado em 14/05/2018

Educação

Perdão é terapêutico

Infelizmente estamos vivendo um tempo de intolerância, de ressentimentos, de mágoas, de divisão, onde os nervos estão à “flor da pele”.

Da redação

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.  Mateus 6.12

Infelizmente estamos vivendo um tempo de intolerância, de ressentimentos, de mágoas, de divisão, onde os nervos estão à “flor da pele”. Por causa de algumas diferenças, irmãos estão brigando e não conseguem se perdoar.

Jesus, na oração mais conhecida e usada de forma unânime por todas as religiões, nos ensina que o perdão deve ser uma prática natural e de iniciativa pessoal. Na oração pedimos ao Pai que perdoe as nossas dívidas assim como (grifo do autor) nós temos perdoado aos nossos devedores. A iniciativa é nossa, a decisão é nossa. Algumas pessoas têm dificuldade de perdoar e pedem a Deus que as ajude perdoar. Com todo o respeito, Deus não vai intervir antes de nossa iniciativa em perdoar. Alguns pedem: “Pai, derrame um sentimento especial em meu coração para que eu consiga perdoar aquele que me ofendeu”. Deus não vai fazer isto.

Por que estou dizendo isto? Porque na continuação da oração dominical nos versículos 14 e 15 de Mateus 6, Jesus fala algo que confirma isto. Vejamos: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens {as suas ofensas}, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. Destaquei três palavras que enfatizam isto.

Em Mateus 18:23 a 35 tomamos conhecimento da parábola do Credor incompassivo onde o Rei perdoa a dívida impagável de um servo que não perdoa a pequena dívida de um conservo. O Rei é Deus, o servo que tinha uma dívida impagável somos nós e o conservo é um nosso semelhante. Jesus termina a parábola mostrando a indignação do rei para com o servo que não perdoou no v. 34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida”. Eu pergunto: quem são os verdugos?

No v. 35 termina dizendo: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. Portanto se não conseguimos perdoar nosso semelhante, também nosso Pai não nos perdoa naquela situação. O que a Bíblia fala sobre o perdão de Deus: “Deus é rico em perdoar” Is 55.7; Esquece que pecamos e lança nas profundezas do oceano os nossos pecados (Mq 7.18-19); Apaga os nossos pecados (Is 43.25); Não nos trata segundo os nossos pecados (Sl 103.10). Quando perdoamos manifestamos a essência perdoadora de Deus.

O perdão é incondicional. Perdão é uma decisão, não um sentimento. Aquele que perdoa alforria o ofensor de seu sentimento de culpa e é liberto do ressentimento que toma conta do seu coração. Shakespeare disse certa vez: “Não perdoar é o mesmo que encher um copo de veneno e tomar achando que o outro vai morrer”.

A grande notícia é de que Deus, depois de nossa decisão de perdoar, derrama em nossos corações um bálsamo de cura que nos faz muitas vezes até esquecermos a ofensa.

Seja obediente, perdoe e viva feliz, liberto das amarguras, dos ressentimentos.

perdão, Pastor João Luis Simoneti, coluna, Londrina
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