Revista Sucesso

Atualizado em 14/05/2018

Educação

Para não ter que perdoar nunca mais

Infeliz daquele que diz: “nunca perdoarei” pois pronuncia a sua própria condenação, afirma o apóstolo Paulo no capítulo 10 do Evangelho segundo o Espiritismo

Da redação

Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes. Infeliz daquele que diz: “nunca perdoarei” pois pronuncia a sua própria condenação, afirma o apóstolo Paulo no capítulo 10 do Evangelho segundo o Espiritismo.  

Pesquisadores do Luther College, instituição luterana nos Estados Unidos,  comprovaram que o perdão protege as pessoas contra os efeitos negativos do stress sobre a saúde mental. A necessidade do perdão deixou de ser exclusividade das religiões e hoje faz parte dos conceitos terapêuticos da psicologia e da medicina. Ninguém mais duvida que a sanidade mental e o equilíbrio emocional têm raízes profundas no indivíduo que consegue dar e receber perdão.

Todo processo de perdão ou autoperdão passa por três fases distintas: o arrependimento - quando admitimos o engano; a expiação – um sentimento de desconforto, um sofrimento moral toma conta daquele que identificou em si a necessidade do perdão; e finalmente a reparação – somente após corrigirmos e repararmos nosso engano é que o perdão acontece. O perdão nos protege contra os efeitos negativos do stress sobre a saúde mental. O perdão nos liberta.

Não existe perdão condicional, algumas pessoas afirmam perdoar se aquele que lhes ofendeu der o primeiro passo na direção do entendimento, pedir o perdão antes ou se lhe prometer nunca mais lhe ofender, então perdoam. Quem procede assim fica preso, pode não perceber, porém se julga superior, não identificou sua corresponsabilidade, não entendeu que estamos todos em evolução, portanto não iniciou o processo do perdão. Este perdão condicional pode levar a distúrbios e reações imprevisíveis.

Existem aqueles que afirmam: eu perdôo, mas não esqueço. Quem perdoa fica imune à ofensa, seu equilíbrio emocional e psicológico não mais se afeta com a ofensa, raramente se lembra e quando lembra, evita falar levianamente sobre o ocorrido, quando fala é para servir de aprendizado, não contabiliza ofensas. Não esquecer é seu sinal de alerta, uma forma de proteção, de conhecer seus limites e evitar que estes sejam ultrapassados.

Somos seres factíveis ao erro, estamos em constante transformação, nosso crescimento emocional, moral e intelectual está constantemente sujeito a enganos, o perdão é um processo que nos alavanca, pois a cada perdão sinceramente dado ou solicitado nos tornamos melhores.

Um dia chegaremos ao entendimento de nós e de nosso próximo de uma forma tão sincera, tão amorosa que não mais necessitaremos pedir perdão. Finalmente compreenderemos o significado da súplica ensinada por Jesus em sua Oração: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos novos ofensores”.

“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas”, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X – item 4. Aquele que não se lembra das ofensas sofridas nunca se sente ofendido, portanto não precisa poder perdoar nunca.


Perdão, espiritismo, Maria Angela Miranda, Londrina
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