Revista Sucesso

Atualizado em 29/08/2016

Saúde

Osteopatia pediátrica

A criança continua bastante susceptível ao seu ambiente até, principalmente, os dois anos de idade

Da redação

Somos, o tempo todo, influenciados pelo ambiente que nos rodeia, seja este físico, nutricional ou emocional. Mas é na primeira infância, segundo o osteopata D.O Fábio Bastos, que essa influência é ainda mais preponderante. “Toda e qualquer experiência sofrida durante a gestação, o parto e o pós-parto pode repercutir na criança, gerando quadros de refluxo, cólica, agitações, problemas respiratórios, entre outros”, esclarece. Membro do Registro Brasileiro dos Osteopatas – MRO (Br), Fábio é doutor em patologia experimental pela UEL, docente do IDOT, com especialização em Terapia CrânioSacral para Pediatria pelo Instituto Upledger Brasil. “Se a gravidez foi uma surpresa, se houve rejeição em um primeiro momento, tudo isso pode repercutir na saúde da criança. O Brasil é campeão em cesáreas, o que vai na contramão de nossa natureza, que é nascer de parto normal. Na cesárea, a criança acaba vindo ao mundo sem ter o tempo dela e isso também pode afetar o funcionamento do seu organismo”, explica.

Após o nascimento, segundo o osteopata, a criança continua bastante susceptível ao seu ambiente até, principalmente, os dois anos de idade. “Muitas vezes, o tratamento voltado à criança não é aplicado necessariamente nela, mas sim nas pessoas que fazem parte desse meio.” O profissional cita o caso de uma criança que estava apresentando agitação durante a noite. “O pai trabalhava de madrugada. Ao sair de casa, ele se despedia do filho dizendo que o bebê era o homem da casa e deveria cuidar da mamãe. Não foi difícil relacionar esse discurso ao comportamento da criança, mantendo-se em vigília a noite toda. Sugeri à mãe que mudasse o discurso e já na primeira noite a criança dormiu bem”, conta.

Técnicas específicas - Doutor Fábio esclarece que não se deve fragmentar a osteopatia, uma vez que ela própria já engloba o todo. A denominação osteopatia pediátrica, nesse sentido, aborda muito mais sobre a forma de tratar esse público, que deve priorizar a verbalização, o toque sutil e o controle do meio ambiente (pais, avós, babá, etc.). “O entendimento que a criança tem do processo é o que faz a diferença.” Ele explica que, enquanto o adulto tem sete ossos na abóbada craniana, a criança tem 17 ossos. Por isso, é importante que o profissional saiba de fato tratar as crianças. “É como se tirássemos os obstáculos do corpo, melhorando o funcionamento do organismo para possibilitar a autocura”, conclui.

Prof. Dr. Fábio Bastos, Ft, D.O, Ph.D
Membro do Registro Brasileiro dos Osteopatas – MRO (Br)
Membro do International Association of Healthcare Practitioners - IAHP

Consultório Espaço Marcia Morita
Av. Luiz Rosseto, 591, Londrina PR | (43) 3339-0020

Osteopatia pediátrica, Prof. Dr. Fábio Bastos, revista Sucesso, bem-estar
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