Revista Sucesso

Atualizado em 11/05/2018

Saúde

Obesidade, um assunto que exige respeito

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo

Da redação


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, o índice é assustador: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de 60% dos brasileiros estão acima do peso.

Sabe-se que a obesidade é uma doença crônica, progressiva, recidiva e que não apresenta cura. A obesidade também é multifatorial (hereditariedade genética e comportamental) e que envolve desregulação dos mecanismos cerebrais para controle da fome.

Os pacientes obesos sofrem com estigmas desde o âmbito escolar, familiar, social e até mesmo por profissionais de saúde, uma vez em que são criticados, ou mesmo, marginalizados por terem dificuldade de controlar a alimentação e serem responsabilizados pela sua doença.

Porém, não é apenas o indivíduo que sofre o preconceito, os medicamentos para a obesidade também são vistos, por muitos, como vilões. E são realmente encarados como tratamentos que desenvolvem dependência e que podem gerar efeitos colaterais graves. A proposta do tratamento não é apenas usar remédio. A abordagem terapêutica envolve alimentação equilibrada, atividade física regular, organização da rotina, noite de sono repousante e tratamento medicamentoso. Além destes, torna-se necessário, em alguns casos, acompanhamento psicológico, já que fatores emocionais ou estresse implicam o controle do apetite.

A recidiva do peso com dietas ocorre em mais de 80% das vezes, acontecendo principalmente com dietas restritivas, pois após uma restrição alimentar importante é frequente a compulsão. É o que chamamos de “efeito sanfona”. É neste contexto que entra o uso de medicamentos, que atuam no centro da regulação da fome. Eles podem atuar como inibidores de apetite e ajudar no controle da compulsão alimentar.

Alguns pacientes também relatam que, após parar com o uso de medicações para emagrecer, voltaram a engordar.  No entanto isso não significa que se tenha criado uma dependência química ao medicamento ou um vício, mas que a obesidade não apresenta cura. O que existe é o controle do peso mediante a abordagem terapêutica completa da doença. Sendo assim, não existe remédio que fará emagrecer definitivamente.

Por fim, é preciso olhar o paciente obeso como um indivíduo que precisa de acompanhamento e tratamento, sendo ele medicamentoso ou não. É importante respeitar o obeso e enxergar não apenas seu peso e aparência, mas todo o contexto em que ele está inserido.

Dra. Julia Cibelle Morales

endocrinologista - CRM/PR: 29.724 | RQE 19.384


Obesidade, endocrinologia, metabologia, Dra. Julia Cibele Moraes, Londrina, Revista Bem-estar
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