Revista Sucesso

Atualizado em 08/01/2019

Educação

O BRASIL MERECE MAIS!

No culminar deste processo eleitoral, se revelou o quanto somos reféns do medo e como isso acaba afetando nossas decisões e perturbando o equilíbrio necessário a tudo.

Da redação

Medo do passado, medo do futuro, medo do vizinho e até do cunhado! Somos a sociedade do medo. E o medo não só nos assusta. Ele nos perturba, ao ponto de deixarmos de ser nós mesmos e às vezes irreconhecíveis no espelho.

Dizem que o medo a priori não seria apenas negativo; que seria uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das espécies, principalmente para o ser humano. Quem não o tivesse estaria exposto a perigos, tal como uma doença que se manifestasse sem febre.

No entanto, o medo rouba clarividência e discernimento. Uma sociedade medrosa considera o outro sempre como inimigo e potencial eliminado. Além de muros e grades, passamos a olhar o vizinho com desconfiança e no passo seguinte o rotulamos seguindo a lógica de todos os preconceitos. O medo mata e nos mata. Com medo escolhemos e votamos errado. Com medo não avançamos para qualquer porto seguro. O Brasil ficou refém do medo neste processo!

Qual a solução para derrubar o que nos mantém sequestrados e aniquilados? Para se eliminar algo é preciso conhecê-lo. Diagnosticá-lo. Identificá-lo. Quais são os medos que caracterizam os brasileiros? São reais? Penso que isso é necessário saber. Vivemos num país que nega aos seus cidadãos o essencial – saúde digna, habitação, educação etc.  Ora, a ausência do essencial gera medos e frustrações congênitas. O brasileiro, portanto, tem medo porque está inseguro em relação ao que o Estado lhe nega. Talvez medo de perder o pouco que tem! Que seja! Mas este medo não o orienta necessariamente a uma indignação cidadã que pudesse reverter as situações geradoras desse medo. E assim, o medo é apenas medo!

Pessoalmente, acho que o medo serve apenas de alerta. Como a febre referida atrás. O ser humano é essencialmente um ser de esperança. Um ser que se inclina para a frente num sopro vital e cujo combustível é a esperança. Esperança que em última análise é uma crença em si mesmo – a vitória de todos os medos! Mas que também pode corresponder a uma boa leitura da história ou, no caso da fé, a uma certeza interior de não abandono. No nosso caso concreto, vencer o medo é reler o passado e apostar nas nossas inúmeras possibilidades de sucesso como país. Não somos uma nação qualquer! Erramos muito, mas somos grandes em tudo! O brasileiro é, de todos os homens, o que mais razão tem para ter esperança. O clima, o solo, o subsolo, as praias, as matas e principalmente a riqueza da diversidade étnica. Somos um país de futuro como já foi dito. Derrotaremos os medos quando deixarmos de ver a salvação do país numa pessoa a que chamamos de “salvador da pátria”! Derrotaremos os medos quando os enfrentarmos nas ruas, nas praças e em épocas eleitorais, com discernimento. E assim a esperança vencerá o medo!


Pe.  Manuel Joaquim R. dos Santos
Pároco da Paróquia Sant'Ana em Londrina

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