Revista Sucesso

Atualizado em 13/02/2017

Saúde

Novas Técnicas no Diagnóstico e Tratamento de Epilepsia

Novidades em técnicas cirúrgicas e implantação de marca-passo cerebral são alguns dos temas que serão abordados no evento. Doença afeta 50 milhões de pessoas no mundo

Da redação

Hospital Santa Paula contribui com debate sobre os avanços do tratamento da epilepsia

 O Hospital Santa Paula participará do I Simpósio Novas Técnicas no Diagnóstico e Tratamento de Epilepsia, que acontecerá de 16 a 18 de fevereiro no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. A iniciativa reunirá neurocirurgiões, neurologistas, residentes e clínicos interessados no tema com objetivo de trazer o que há de mais atual na epilepsia clínica e cirúrgica.

A coordenação é de Paulo Henrique Pires de Aguiar, chefe do núcleo de neurocirurgia e residência médica do Hospital Santa Paula, Renata Simm, coordenadora do núcleo de neurologia do Hospital Santa Paula, e Leonardo Vedolin, diretor médico do grupo DASA.

“Este evento é uma importante contribuição para a constante evolução no diagnóstico e tratamento da epilepsia no país, em especial para os casos mais graves. Entre os temas que mais chamam a atenção dos especialistas estão a cirurgia do cérebro e a implantação de marca-passo como metodologias de tratamento para alguns tipos da doença que não podem ser controladas com medicação. São procedimentos de alta complexidade que exigem exames específicos e corpo clínico especializado, por isso poucos hospitais no país a realizam, como o Santa Paula”, explica Paulo Henrique.

Outros especialistas do hospital fazem parte da programação: Silvio Senaha, neurologista, Alexandre Bossoni, neurologista, Luciana Rodrigues Brazil, neurologista e epileptologista, Marcos Perocco, neurocirurgião, Daniel Gripp, neurocirurgião, Pedro Pierro, neurocirurgião e Tânia Rossi, neurocirurgiã.

A convite de Paulo Henrique, o simpósio contará ainda com cinco grandes nomes internacionais:

- Alexander Weill: neurocirurgião pediatra do Hospital Saint Justin (Canadá);

- Ashwini Sharan: professor e diretor de Neurocirurgia Funcional e do Centro de Especialidades de Neuroimplantação da Universidade Thomas Jefferson, na Pensilvânia (EUA);

- Bertil Rydenhag: professor e médico chefe do Departamento de Neurociências Clínicas do Instituto de Neurociências e Fisiologia da Universidade de Gottenburg (Suécia);

- Danielle Andrade: diretora médica do Programa de Epilepsia da Universidade de Toronto (Canadá);

- Dennis Dee Spencer: professor e presidente do Departamento de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale (EUA).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a epilepsia é uma doença que afeta 50 milhões de pessoas no mundo. Destas, entre 20% a 30% apresentam a condição em forma crônica resistente a remédios. Um grande percentual dessas pessoas têm dificuldades de manter um emprego, por exemplo, por sofrer diversas crises sem poder antevê-las.

As inscrições para o simpósio devem ser realizadas no site: https://www.ntepilepsia2017.net

 Sobre a doença

De acordo com informações da Liga Brasileira de Epilepsia, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Muitas vezes a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico.

O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, consequentemente, na busca do tratamento adequado. Em determinados casos, a cirurgia ou implantação do marca-passo são alternativas de tratamento.

 

Serviço:

I Simpósio de Novas Técnicas em Tratamento e Diagnóstico de Epilepsia
Data: 16 a 18 de fevereiro de 201
Local: Hotel Golden Tulip Paulista Plaza
Endereço: Alameda Santos, 85
Informações: https://www.ntepilepsia2017.net/

revista Sucesso, bem estar, Epilepsia, técnicas, diagnósticos
Mais lidas
  1. Soluções inteligentes e funcionalidade
  2. Educação Infantil: um mundo de descobertas
  3. Cuidar das articulações garante vitalidade
  4. Ouvir bem é vida
  5. Disfunção eréctil: será que vou ter?
Leia também
  1. Dores crônicas têm impacto direto na saúde e...
  2. Dores nos ombros: o que pode ser?
  3. Câncer de mama: ainda um tema cercado por mitos
  4. Tatuagem: prós e contras do procedimento
  5. Depressão e ansiedade: atividades físicas são...