Revista Sucesso

Atualizado em 07/01/2019

Saúde

Nódulos mamários: quando devemos nos preocupar?

  O tecido mamário passa por inúmeras mudanças durante a vida da mulher, sofrendo estímulo durante o inicio da vida reprodutiva, bem como involução do tecido glandular após a menopausa.

Da redação

            Considerado como uma das principais causas de consultas ao mastologista, o nódulo mamário é toda tumoração presente na glândula mamária. Pode ser detectado durante o auto-exame da paciente, exame de rotina ginecológica ou apenas em exames de imagem. Contudo, 70-75% das pacientes com nódulos mamários apresentarão patologias benignas.

            Logo após a primeira menstruação, o tecido mamário pode responder de maneira exagerada aos estímulos hormonais, formando lesões conhecidas como fibroadenomas. Estes nódulos possuem caráter benigno, podem aumentar de tamanho durante o seguimento e, em situações específicas, pode haver necessidade de biópsia e tratamento cirúrgico. Já na 3ª e 4ª décadas de vida, pode haver aumento do número de nódulos palpáveis, correspondendo às áreas de adenose, bem como cistos mamários. 

            Uma vez identificado um nódulo mamário, independentemente da idade da paciente, a investigação das lesões se inicia pela consulta médica e exame físico com o especialista, onde potenciais riscos associados ou outras alterações podem ser detectados.

            Após a avaliação inicial, pode-se utilizar os métodos complementares de investigação, como mamografia e a ultrassonografia, e, em situações específicas, a ressonância magnética. Apesar de poder ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, sabe-se que a segunda semana após o período menstrual (entre o 9º. e 10º. dia) é a época mais propícia para sua realização, uma vez que diminui a possibilidade de alterações decorrentes do estímulo hormonal.

            Por fim, a avaliação através da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biópsia pode ser necessária quando a lesão possui suspeita de malignidade. A análise de todos os dados anteriormente investigados permite ao médico especialista definir a necessidade ou não de condutas posteriores. A investigação das lesões mamárias é fundamental para um diagnóstico preciso, o qual permite à paciente melhor qualidade de vida e segurança em relação ao tratamento.




Dr. Thiago Astorga Martins,
mastologista,
CRM-PR 26662 | RQE 20807

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