Revista Sucesso

Atualizado em 22/08/2016

Saúde

Homens: quando o problema é o orgasmo, o que fazer?

Entre o desejo e o orgasmo existem muitos fatores que podem atrapalhar o sucesso do ato sexual.

Da redação



No intercurso sexual, do ponto de vista masculino, é fundamental que um conjunto de fatores ocorra no momento próprio, como desejo sexual, libido, ereção, ejaculação e, finalmente, o orgasmo, sendo que a disfunção de qualquer destes itens se fará sentir em nível da esfera sexual. As causas que podem estar na origem ou contribuir para estas dificuldades podem ser orgânicas, psicológicas ou mistas. Problemas de saúde, físicos e psicológicos, uso de medicamentos, tabagismo, problemas afetivos ou de natureza relacional, falta de experiência sexual e de conhecimento do corpo, traumas sexuais, assim como fatores socioeconômicos e profissionais, podem refletir de forma negativa na resposta sexual. Como pode ser visto, entre o desejo sexual e o orgasmo existem muitos fatores que podem atrapalhar o sucesso do ato sexual.

Começaremos pelo desejo ou libido, que é a vontade de ter atividade sexual. Isto se dá através de regiões cerebrais, onde há percepção e a integração dos impulsos sexuais é cruzada com a informação preexistente na memória, e depende também de fatores hormonais como a testosterona e prolactina. O desejo sexual hipoativo corresponde à deficiência ou ausência, recorrente ou permanente, de fantasias ou vontade de realizar atividade sexual. Geralmente, tem como causas doenças neurológicas cerebrais como traumatismos cerebrais, acidente vascular cerebral, epilepsia, Mal de Parkinson, alterações hormonais do testículo e hipófise, ou doenças crônicas, como insuficiência renal, cardíacas, doenças oncológicas, como também uso de drogas, álcool e medicamentos como antidepressivos. Desejo sexual hiperativo, por sua vez, consiste no oposto do item anterior e tem como origem as doenças neurológicas centrais, cirurgias encefálicas e alguns medicamentos.

A ejaculação consiste na emissão do esperma pelas vias seminais do pênis (uretra), podendo ocorrer sem ereção e orgasmo, através da integração de vários processos neurofisiológicos. A alteração da ejaculação pode ser congênita ou adquirida por causas neurológicas, cirúrgicas, farmacológicas ou psicogênicas. Essa disfunção pode resultar na ausência de ejaculado ou na redução de volume, por obstrução das vias ejaculatórias; ou na ejaculação retrógrada (sêmen vai para a bexiga), como pode ser precoce (ejacula-se em menos de 5 minutos); retardada (ejacula-se após 30 ou mais minutos); ou dolorosa.

A anejaculação (ausência de ejaculação) pode ser causada por lesões em nível de sistema nervoso simpático na fase de emissão ou devida à esclerose múltipla, mielite transversa, diabetes mellitus, traumatismo vertebro-medulares, alteração do nível de testosterona, sendo, nestes casos, necessário o tratamento medicamentoso. Já a ejaculação retrógrada pode ser agravada em casos de cirurgia de colo vesical e próstata.

A ejaculação precoce, que tem maior índice de prevalência na população masculina, é definida como estar sempre presente ao mínimo de estimulação sexual antes ou pouco tempo depois da penetração, sem que o homem a deseje. E tem como tratamento técnicas comportamentais, como desconcentração do ato, alteração de posições, parar a relação e o tratamento com medicamentos inibidores seletivos de recaptação de serotonina.

Ejaculação retardada corresponde à dificuldade ou incapacidade de ejacular dentro da vagina durante a relação sexual e pode ter causa de origem psicogênica associada com causas orgânicas, como doenças neurológicas e iatrogênicas causadas pelo uso de drogas ansiolíticas e antidepressivas, como o uso de álcool e drogas.

Ejaculação dolorosa, que pode surgir durante ou após a ejaculação, podendo persistir por dias, pode ser causada por espasmos musculares perineais ou das vias seminais, e pode ser causada por uso de antidepressivos.

Chegamos à última fase, a do orgasmo. Se você não sofre de nenhum dos problemas descritos acima e pensa que não existe nada para lhe atrapalhar mais, aqui vão mais alguns itens. Ao chegar ao fim do ato sexual, você estará na fase de relaxamento e terá um período de latência até que esteja pronto para nova atividade sexual, que será bem mais curto na sua juventude e com a idade se prolongará mais, sendo a média de 6 horas entre os atos. E se você chegou à fase do orgasmo que ocorre na ejaculação e tem como tempo um período de 10 segundos, sua pressão arterial aumenta com a frequência cardíaca e respiratória, assim como a sensibilidade. Mas alguma coisa pode não estar certa, e você não consegue ejacular durante o ato sexual, sendo isto raro e causado por uso de medicamentos, como também por fatores psicológicos, como estimulação desadequada, medo da gravidez ou compromisso, ansiedade do momento, trauma sexual prévio, problemas conjugais ou homossexualidade latente.

Feito o diagnóstico, vamos ao tratamento, que será feito considerando tanto os problemas de ordem psicológica como patologias preexistentes, através de um acompanhamento multidisciplinar, que em pouco tempo já terá resultados positivos.

José Renato Fabretti
(CRM/PR 6361) Urologia

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