Revista Sucesso

Atualizado em 09/12/2020

Qualidade de vida

Falta muito para às 18h? Entenda o que é a síndrome de boreout e o que fazer com o desinteresse no trabalho

Muito se fala sobre como o excesso de trabalho pode ser prejudicial à nossa saúde e desenvolvimento pessoal e profissional.

Da redação

Crises como BurnOut - estado de extrema exaustão ocasionada pela carga de trabalho - e o desenvolvimento de vícios, como é o caso dos Workaholics, já são assuntos bastante conhecidos no ambiente corporativo e têm ganhado cada vez mais visibilidade por conta da pandemia de Covid-19 e do trabalho remoto quase que compulsório para grande parte da população.

Contudo, existe o outro lado do espectro: enquanto uns estão mergulhando demais no trabalho, existem aqueles que se veem cada vez mais desanimados com suas carreiras. A "Síndrome de BoreOut" - do inglês bored, que pode ser traduzido como tédio para o português -, evidencia que o desinteresse constante pelas atividades diárias podem afetar diretamente a autoestima dos colaboradores e até mesmo acarretar consequências mais graves, como apatia, depressão, ansiedade e estresse crônico.

Estudos recentes da Udemy, plataforma de cursos online, apontam que cerca de 50% dos entrevistados afirmam se sentirem entediados com seu trabalho em mais da metade da semana. Além disso, o levantamento também identificou que 43% dos respondentes estão completamente desmotivados e descontentes com o emprego atual.

A fim de auxiliar de sanar algumas dúvidas sobre o problema e como estimular, desenvolver e proporcionar mais bem-estar dentro das organizações, listamos algumas dicas. Confira!

Entenda o real motivo que está te desestimulando no trabalho: antes de mais nada, é importante ter em mente que estar desestimulado com a sua carreira ou com a atividade que está exercendo pode ser parte de um problema muito maior do que se imagina. Por isso, tire um momento para refletir e entender o que, de fato, está gerando este desconforto e infelicidade. Será o excesso de trabalho? A ausência de desafios e canal aberto com os seus superiores? Ou, quem sabe, a falta de reconhecimento dentro da sua área? É essencial ter essas questões em mente antes de tomar qualquer decisão mais drástica, como pedir demissão, por exemplo;

Tenha um canal aberto com suas lideranças: uma vez que você identificou com clareza o que está causando o seu tédio, está na hora de ter uma conversa franca com seus superiores. Explique o que está acontecendo e que está se sentindo descontente mostrando-se aberto a um diálogo e à possíveis soluções para a mudança. Busquem, juntos, a melhor alternativa para driblar o descontentamento;

Busque ajuda de profissionais: existe uma vertente na psicologia conhecida como psicologia trabalhista. Essa área é focada, fundamentalmente, na melhora do aspecto organizacional, em que o psicólogo surge como um expoente capaz de resolver o dilema do desempenho dos funcionários, desenvolvendo o papel de encontrar uma maneira de criar um ambiente mais saudável para a equipe.

Já é possível encontrar diversas formas de adotar esse método nas empresas, por meio de clínicas online, como é o caso da Telavita . Dessa forma, gestores e empresas podem estimular o bem-estar do time e reduzir possíveis gastos custos de saúde de uma forma rápida, simples e segura;

Não se cobre demais: existem alguns dias que a gente simplesmente não rende, seja por estresse, cansaço ou falta de criatividade. E está tudo bem! Nestes momentos, respire fundo, respeite seu tempo, converse com seu gestor e, se for o caso, sinalize que o dia está sendo improdutivo. Desta forma, será possível reorganizar as demandas e recomeçar no próximo dia mais centrado;

Nem sempre o ócio é seu inimigo: nem sempre ser uma pessoa muito ocupada é sinônimo de produtividade. Logo, ter alguns momentos ociosos e de procrastinação (com parcimônia e responsabilidade, claro!) podem ser uma ferramenta poderosa no quesito criatividade. Como dito acima, com uma rotina bem organizada, é possível tirar uns instantes do seu dia para simplesmente "descarregar" o cérebro;

Empresas, adotem o marketing de incentivo: como o próprio nome diz, o marketing de incentivo tem como objetivo motivar equipes de trabalho, a fim de gerar mais reconhecimento e engajamento para os colaboradores. E engana-se quem pensa que o incentivo se resume a recompensas financeiras. Aqui vale tudo: viagens, cursos gratuitos, uma televisão nova, um day-off.

A boa notícia é que em paralelo crescem as chamadas IncentiveTechs, como a Incentivar.io , startups que oferecem soluções tecnológicas para facilitar a vida dos gestores de recursos humanos e, claro, gerar conexões entre colaboradores e empresas.

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