Revista Sucesso

Atualizado em 07/11/2016

Educação

Em tempos de relações líquidas

Num mundo onde quase tudo é representação, psicóloga fala da importância do tratamento terapêutico

Da redação

Falar da importância da psicologia, para a psicóloga Eliane Weryta Stefanello, indiferentemente da abordagem, é algo grandioso, pois lidar com ser humano é, para ela, encantador. “A terapia nos leva ao autoconhecimento, promovendo mudanças positivas e efetivas em nossas vidas. O psicólogo, através da escuta atenta, observação e análise precisa, auxilia a pessoa que necessita de ajuda. O ato de falarmos sobre o que nos incomoda, por si só, já libera grande parte dessa tensão”, esclarece. Formada pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), Eliane acumula experiência de sete anos em psicologia clínica. Além dos atendimentos no consultório, atende pelo SIMPRO Saúde, do Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina do norte do Paraná.

Na concepção da profissional, o tratamento psicológico é um recurso eficiente para lidar com as dificuldades inerentes à existência, que se manifestam de diferentes formas, como pânico, ansiedade, depressão, fobia, anorexia, manifestações sintomáticas, entre outros. “Crises pessoais e de relacionamento, conflitos conjugais e familiares, distúrbios psicossomáticos, dificuldades nas transições da vida e crises profissionais são alguns dos temas que mais trazem pacientes ao consultório. A terapia também oferece espaço e tempo favorável ao crescimento pessoal, ainda que a pessoa não apresente nenhum tipo de transtorno, uma vez que todos temos crenças nucleares desapontativas, que levam a uma percepção negativa da realidade e podem ser trabalhadas no tratamento terapêutico”, aponta.

Segundo a psicóloga, é de extrema importância, para a eficiência do tratamento, que o paciente concorde com a terapia e a busque por livre vontade. “Se o indivíduo não perceber a importância ou a função do tratamento terapêutico em sua vida, ele nunca poderá beneficiar-se dele”, justifica.

Relações líquidas

Para Eliane, a massiva evolução tecnológica, que proporciona acesso fácil à informação e às pessoas, também favorece certa distorção da realidade. “Sabemos que nunca houve tanta evolução tecnológica no mundo, mas o que me assusta é que o ser humano não evoluiu tanto quanto. Neste processo, deixamos para trás algumas das condições necessárias a uma vida plena. Hoje é comum trocar a realidade, tal como ela é, pela representação, com um acúmulo de espetáculos individuais e coletivos, em que quase tudo é representação”, afirma.

Numa tentativa de disfarçar o medo da solidão, o contato via social passa a imperar nas relações humanas. A consequência, segundo a especialista, se dá na fragilidade dos laços humanos. “Hoje, muito se fala a respeito das relações líquidas. É o jeito de ser em uma sociedade em que não há papéis sociais rígidos, tampouco certezas”, esclarece. Nesse contexto, segundo Eliane, tudo é fluido, tudo pode, não há compromisso duradouro, nem orientação sobre o que é certo ou errado. “O que nos é passado é que temos total liberdade para decidir, sabemos que cada escolha que fizermos terá uma consequência e uma renúncia, que muitas vezes nos levam ao arrependimento. Diante dessas sombras, vamos montando nosso espetáculo. Usamos as redes sociais e outros mecanismos para representar. Representamos ser felizes, bem amados, bem-sucedidos. O sentimento é o de carregar um fardo; e o resultado são pessoas vazias, que não conseguem dar sentido à vida, indivíduos inseguros, ansiosos e depressivos, que muitas vezes buscam refúgio no alcoolismo e drogas.” Em todas estas situações, segundo a terapeuta, o trabalho do psicólogo se faz necessário.

Eliane Weryta Stefanello, psicóloga
Rua Espírito Santo, 536, Edifício Centro Médico de Londrina, 1° Andar, Sala 13
(43) 9990-2404 / (45) 99369888

relações líquidas, psicologia, terapia, tratamentos, relações humanas
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