Revista Sucesso

Atualizado em 18/12/2018

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Doença tireoideana e gravidez

Os cuidados requerem atuação conjunta do endocrinologista e obstetra

Da redação

O tratamento de doenças tireoideanas durante a gestação requer cuidados especiais em decorrência das múltiplas alterações de função que podem ocorrer nesta situação. Os cuidados requerem atuação conjunta do endocrinologista e obstetra. O acompanhamento no hipotireoidismo é de especial importância em decorrência da possibilidade de alterações do desenvolvimento neurológico fetal, assim como o desenvolvimento normal da gestação, possibilitando que esta venha a transcorrer dentro da normalidade e impedindo sua  interrupção.

Tal situação tem como causa frequente a doença autoimune da tireoide, onde geralmente há uma redução da produção hormonal, levando consequentemente a um aporte menor de hormônio para o feto, o que prejudica o desenvolvimento deste. O diagnóstico precoce levando ao imediato inicio do tratamento com a utilização adequada do hormônio tireoideano faz com que a mãe seja beneficiada, pois também faz com que o feto se desenvolva normalmente e a gestação se complete sem maiores agravos para a saúde de ambos.

O hipertireoidismo materno também tem grande importância no desenvolvimento da gestação, assim como o seu tratamento deve ser feito com rigorosidade para que se evite efeitos decorrentes não só da hiperfunção da tireoide assim como os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados. A utilização de drogas antitireoideanas tem bom resultado possibilitando a evolução adequada da gestação, sem danos ao feto ou à mãe. A utilização de outros tratamentos se reserva a situações de resposta inadequada ao tratamento clinico, resumindo-se a poucos casos.

 É de grande importância a avaliação dos hormônios tireoideanos dentre os diversos exames realizados no início da gestação, assim como no transcorrer da gestação nos pacientes portadores de doença da tireoide.

No nascimento o recém-nato será submetido a vários exames de rotina que são obrigatórios, entre eles a dosagem de hormônio estimulador da tireoide, o que possibilitará avaliar a ocorrência ou não do hipotireoidismo congênito. Nos casos de hipotireoidismo congênito, o tratamento é de fácil execução através da reposição diária de hormônio tireoideano, o que possibilitará o desenvolvimento normal da criança. Já no caso da mãe, deverão ser feitas avaliações após o final da gestação para se evidenciar a continuidade ou não da disfunção da tireoide assim como a necessidade de manutenção do tratamento.


Dr. Rubens Martins Junior, endocrinologista e médico nuclear
CRM 8882 – PR | RQE 7223, 6201, 17235
Membro da Soc. Bras. de Endocrinologia e Metabologia, e de Medicina Nuclear

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