Revista Sucesso

Atualizado em 09/11/2016

Qualidade de vida

Doação de órgãos: vamos falar sobre isso?

Campanha quer promover a discussão sobre a doação de órgão e a participação das famílias

Da redação

Em setembro é comemorado o Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos, e o mês é escolhido para falar de maneira mais intensa deste assunto polêmico e tão cheio de mitos. É uma data especial pra lembrar que o número de transplantes vem diminuindo no Brasil e, inversamente, a necessidade por órgãos vem aumentando. Se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de quase 20% no número de potenciais doadores e, consequentemente, de transplantes de rim, fígado, pâncreas e córneas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram realizados em todo o País 23.999 transplantes em 2014, sendo esse número o maior da última década, porém em 2015 o número vem diminuindo, e a campanha visa retomar o crescimento, já que no Brasil estima-se que 55 mil pessoas estão à espera de um órgão.

Levantamentos recentes feitos em Londrina mostram que a maioria que diz não à doação de órgãos é porque não discutiu com a família sobre esse assunto, e por isso a campanha convoca: “Vamos falar sobre isso?” É preciso pensar que 2 mil paranaenses aguardam por um transplante, só em Londrina são 307 pacientes esperando por um rim, 44 por uma córnea, dois por um coração. A demora pode ser fatal, mas a generosidade pode salvar até sete vidas de uma só vez.

Para ser um doador é simples no Brasil, você precisa apenas avisar sua família do seu desejo, já que ela pode acontecer diante da morte encefálica atestada pelos médicos e acompanhada pelos familiares. Dizer sim é dar uma nova oportunidade de vida a quem está “preso” a uma máquina de hemodiálise, a uma vida limitada por um coração doente, ou com baixa visão por falta de uma córnea.

Precisamos superar a resistência das famílias e dar um passo adiante. A informação é fundamental já que são poucas as doações possíveis em vida, e ainda assim dependem de compatibilidade entre as pessoas.

Não podemos abandonar a esperança de promover a doação com informação. Temos o segundo maior programa de transplantes do mundo, com 95% das cirurgias de transplantes acontecendo em hospitais da rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS), perdendo apenas para os Estados Unidos. Com mais atitude e generosidade, podemos melhorar ainda mais esses números e ajudar a aliviar o sofrimento de muitas famílias.

Nefroclínica
Getúlio Amaral Filho (CRM-PR 21876), urologista

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