Revista Sucesso

Atualizado em 11/05/2018

Saúde

Diabetes tipo 2: do diagnóstico ao tratamento

A diabetes do tipo 2 corresponde a 90% dos casos de diabetes

Da redação


O que é diabetes?

Diabetes Melito é um grupo de doenças metabólicas que tem em comum a hiperglicemia (aumento dos níveis sanguíneos de açúcar).

A etiologia mais comum, responsável por até 95% dos casos, é o diabetes tipo 2 (DM2), consequente da produção deficiente de insulina pelo pâncreas e/ou da incapacidade de utilizá-la adequadamente (resistência periférica à ação da insulina).

Normalmente costuma acometer indivíduos acima de 40 anos, porém, devido ao estilo de vida sedentário e aumento da obesidade na população, essa patologia vem sendo diagnosticada em pessoas mais jovens, inclusive crianças e adolescentes.


Quem pode ter DM2?

Todos podem desenvolver essa doença, porém o risco é aumentado em indivíduos com histórico familiar de diabetes, antecedente de diabetes gestacional, obesos, maiores de 45 anos, negros, sedentários, entre outros.


Quais os sintomas?

Os sintomas clássicos de diabetes (aumento do volume urinário, aumento da sede e aumento do apetite, associados à perda de peso), aparecem mais tardiamente nos portadores de diabetes tipo 2 sem tratamento.

Cerca de 50% dos pacientes desconhecem ter a doença por serem pouco sintomáticos ou assintomáticos.


Por que é importante realizar diagnóstico precoce e tratamento?

A hiperglicemia por longos períodos, sem tratamento adequado, causa prejuízos em outros órgãos, conhecidos por complicações microvasculares (nefropatia, neuropatia e retinopatia), com graves consequências para os pacientes, como insuficiência renal, cegueira e amputações.

Além disso, portadores de diabetes têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Por ser uma doença inicialmente silenciosa, grande parte das pessoas são diagnosticadas tardiamente, já apresentando complicações no momento do diagnóstico.


Qual o melhor tratamento?

O primeiro passo para o tratamento é a mudança de estilo de vida, visando redução do peso corporal e controle da glicemia. É fundamental a realização de atividade física programada (como caminhada, natação, aula de dança, corrida) ou espontânea (utilizar escada ao invés de elevador, percorrer pequenas distâncias a pé).

Não existe uma medicação ideal para todos, pois a reação do organismo pode diferir de uma pessoa para outra. O arsenal terapêutico para diabetes tem crescido nos últimos anos, aumentando as possibilidades de tratamento, tornando possível uma terapia individualizada e mais eficaz.

O diagnóstico precoce e controle glicêmico adequado são imprescindíveis para evitar ou reduzir as complicações associadas ao diabetes. Para o rastreamento e acompanhamento, procure um endocrinologista.



Dra. Lérida Russi Garcia,
endocrinologista - CRM/PR 30058 | RQE 23121

Diabetes, diagnóstico, tratamento, Doutora Lérida Russi Garcia, saúde, Londrina
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