Revista Sucesso

Atualizado em

Educação

Conhecimentos e habilidades anteriores à escolarização

As experiências vividas na Educação Infantil procuram nutrir as crianças de iniciativa e curiosidade

Da redação

            Disse a Antropóloga Clarice Cohn (2005) que “a criança produz cultura, não pelos objetos ou relatos que constrói, mas pela formulação de um sentido que dá ao mundo que a rodeia”. Segundo ela, criança não sabe menos, sabe outra coisa e, assim, nós, adultos, precisamos entrar neste mundo respeitando a cultura que já existe. E mais, segundo Loris Malaguzzi, “escola para crianças pequenas precisa responder às crianças”.

            Em qualquer contexto, as crianças não esperam para fazer perguntas e formarem estratégias de pensamento, princípios ou sentimentos. A qualquer momento, em qualquer lugar, as crianças assumem um papel ativo na construção e na aquisição de aprendizagem e de compreensão. Para a criança, aprender é uma experiência satisfatória, e compreender é desejo, drama e conquista (nas palavras do psicólogo Nelson Goodman), tanto que em muitas situações, especialmente quando se estabelecem desafios, as crianças nos mostram que elas sabem como trilhar o caminho até a compreensão.

            Quando as crianças são auxiliadas e se perceberem como autores ou inventores, quando são ajudadas a descobrir o prazer da investigação, sua motivação e interesse explodem. Por meio da brincadeira, utilizando todas as ferramentas que estiverem a sua disposição, elas observam, exploram, manipulam, organizam e experimentam sentimentos, situações e objetos.

            Assim, a forma como nos relacionamos com as crianças influencia o que as motiva e o que elas aprendem. Deve haver uma conexão entre o desenvolvimento e a aprendizagem, entre as diferentes linguagens simbólicas, entre pensamento e ação e entre autonomias individuais e interpessoais. Devem ser valorizados os contextos, os processos comunicativos e a construção de uma ampla rede de trocas recíprocas entre crianças e entre crianças e adultos.

            As experiências vividas nessa época do desenvolvimento procuram nutrir as crianças de iniciativa e curiosidade. Deste modo – brincar de faz de conta, de casinha ou de ir ao supermercado; – colecionar objetos e separá-los em caixas; – contar histórias, ouvir poemas etc. fazem parte dos campos de experiências que possibilitam as experiências de brincar e imaginar, de exploração da natureza e exploração da linguagem verbal, por exemplo.

            Esses campos de experiências são as vivências nas quais as crianças podem expressar-se e interagir com situações que permitem exploração, pesquisa, imaginação, expressão, movimento, etc. Se a criança experimenta brincando e se expressando, é por meio da brincadeira e da expressão que os diversos campos serão desenvolvidos articuladamente.

            Experiência é o que é significativo, nos toca, deixa marcas.

            Experiência a criança tem que viver!

Luciana Moura Zangaro
Pedagoga e Socióloga, p
roprietária da Galileo Kids – escola especializada em Educação Infantil.

GALILEO KIDS
Rua Denis Papin, 450
Londrina -PR
Contato: (43) 3039-1099
facebook.com/galileokids
www.escolagalileokids.com.br


Educação Infantil, Experiência e criança, infância, Luciana Moura Zangaro, Pedagogia, Sociologia infantil, Galileo Kids, Editora Sucesso, Revista Sucesso, Revista Bem-estar
Mais lidas
  1. Soluções inteligentes e funcionalidade
  2. Educação Infantil: um mundo de descobertas
  3. Cuidar das articulações garante vitalidade
  4. Ouvir bem é vida
  5. Disfunção eréctil: será que vou ter?
Leia também
  1. UNICEF alerta para o risco de aumento do trabalho...
  2. Como a escola pode contribuir para conter a...
  3. Férias escolares, os riscos de acidentes e como...
  4. O BRASIL MERECE MAIS!
  5. Confiança que gera esperança