Revista Sucesso - Claudio da Costa por Claudio da Costa

Revista Sucesso

Atualizado em 30/01/2018

Estilo de vida

Claudio da Costa por Claudio da Costa

O pintor, que começou nos anos 1980, conta, entre outras coisas, que hoje seu processo reflexivo para a produção de uma obra é mais longo que a ação em si

Da redação


Entre 2015 e 2017, ele produziu 292 pinturas e, embora 102 delas tenham sido pintadas somente em 2017, diz que continua produzindo tanto quanto antes, mas a velocidade no trabalho de pintura não é mais a mesma. “O ritmo permanece como se ainda ouvisse Who Knows do Jimi Hendrix. Tenho pintado mais ‘limpo’, menos punk, menos agitado. Eu vejo como se tivesse queimado etapas e, desde então, eu diria que tenho mais maturidade, que influiu na execução do meu trabalho.”

Desde meados de 2016 até o momento, Claudio da Costa participou de três exposições em Londrina. Foram mostras pequenas, excetuando a exposição individual que ocorreu no SESC-Cadeião Cultural de Londrina e que ficou exposta durante 3 meses. “Expor as obras ao vivo é outra coisa. O público pode fruir mais contemplativamente, deixar se levar pelo movimento e pelas cores das pinturas, muito diferente de vê-las em fotografia, ou na internet. Mas posso dizer que expor é bom para que um grande e variado público possa tomar contato, às vezes um primeiro contato, com as pinturas. Não tenho tido dificuldades em fechar negócio nas exposições, mas posso revelar que as vendas se dão mais por via eletrônica e conversas privadas, via in box do Facebook, ou por e-mail através do site.” O pintor conta que não teve anos complicados desde 2011. “2016 foi bom e este ano de 2017 foi melhor ainda. Posso revelar que fiz 18 vendas de obras neste ano. Metade delas para fora de Londrina.”

Reconfigurações

Todos mudamos. Claudio também mudou. “Parece que passei por uma reconfiguração, fiquei mais lento na ação de pintar, menos vertiginoso ou furioso. Isso não quer dizer que tenha perdido a vitalidade, ao contrário, estou mais disponível para experimentar, inclusive a fazer o que não gostava antes: fazer, olhar, deixar repousar na lembrança e, depois de um tempo, voltar àquela pintura. Daí, então, vem a decisão: ou ela segue no acervo ou pinto por cima. Sem problema e sem sofrimento.”

Obras pelo mundo

“Tenho um total de 193 residências que possuem obras minhas, muitas com mais de uma pintura. Tenho amigos em Campinas, por exemplo, que possuem seis pinturas minhas em casa. Aqui em Londrina também acontece isso, assim como em outras cidades. As pinturas que estão fora do Brasil, algumas foram levadas daqui enroladas, outras eu mandei por transportadora. São 10 residências em países diferentes, tais como: 3 residências em Londres, duas na Cidade do México, uma residência em Nova York, Montpellier, Porto, Lyon, Münster, Estrasburgo. Todas de pessoas conhecidas ou conhecidas de amigos em comum.”

Quem escolhe Claudio

“Posso afirmar que os compradores de minhas obras são, em sua maioria, professores universitários e profissionais liberais. Costumo brincar que vivo na pequena imortalidade, no círculo de amigos, de amigos dos amigos, dos conhecidos dos amigos dos amigos... essas pessoas compram porque gostam da pintura de imediato, se impressionam com ela. Não há compradores como investidores, mesmo porque não sou conhecido no circuito nacional das artes plásticas... minhas obras não são caras, não circulo no meio, não tenho um nome nacional... apenas fico por aqui fazendo, fazendo e, de alguma maneira, as imagens circulam e as pessoas tomam contato com elas, seja nas casas de compradores, seja em minha página do Facebook, ou mesmo em meu site. Essas pessoas veem que é possível adquirir uma pintura e que podem comprar pagando em até 12 vezes...”

Obra aberta

“É muito bom entrar numa casa e ver uma pintura minha na parede, revê-la com outra luz, outra situação... fico encantado com isso, é uma satisfação. Encantamento e satisfação. Quando termino uma pintura, se o sentimento de alegria e completude não vem a mim, sei que é uma pintura duvidosa... jamais coloco uma pintura duvidosa à mostra. O que sinto ao terminar um bom trabalho é alegria. Então eu diria que, tanto no término da obra quanto ao vê-la nas paredes, o que sinto é uma sensação de desprendimento, de uma história, de um caminho construído e iluminado.”


CLAUDIO DA COSTA

www.claudiodacosta.com.br

Claudio da Costa, Artista Plástico, Pinturas, Quadros Londrina, Pinturas Londrina, Editora Sucesso, Re
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