Revista Sucesso

Atualizado em 05/08/2016

Profissionais de destaque

Cirurgiã bucomaxilofacial tira dúvidas sobre a disjunção palatina

Especial Mulheres de Sucesso: Cátia Pires de Oliveira

Da redação


A atresia de maxila é uma das deformidades maxilofaciais mais frequentes e também um dos mais danosos problemas esqueletais na região craniofacial. A cirurgiã bucomaxilofacial Cátia Pires de Oliveira explica que o problema consiste na deficiência de crescimento transverso da maxila, ou seja, a maxila deixa de crescer da forma como deveria, resultando em uma má oclusão (mordida). “Durante o desenvolvimento, a maxila deve expandir para proporcionar o encaixe perfeito entre as arcadas dentárias, como uma caixa de sapato” – ilustra – “O processo respiratório está diretamente ligado ao crescimento da maxila e, quando não há harmonia, como quando a respiração é feita pela boca, ela não cresce. Por isso, o problema é muito comum entre portadores de rinite alérgica”, explica. Formada em odontologia pela UEL, em 1989, Cátia é especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Quando o problema persiste até a fase adulta, segundo a especialista, o paciente começa a sentir dor, o que, muitas vezes, compromete a qualidade de vida. Para corrigir o problema, a disjunção palatina é um recurso muito utilizado pela ortodontia, mas a intervenção cirúrgica, ela destaca, só é indicada quando não restam outras opções.

Disjução palatina - Utilizada para aumentar a base óssea da arcada superior, a disjunção palatina pode ser feita em nível de consultório ou hospitalar e é uma complementação do tratamento ortodôntico. Segundo a dentista, o procedimento é realizado com o uso de um aparelho, o hirax, que é fixado aos dentes por meio de bandas para auxiliar na expansão rápida da maxila. “O disjuntor deve ser ativado diariamente, pelo próprio paciente, por meio de uma chave, durante 10 a 14 dias, para promover o alargamento”, esclarece a profissional. O aparecimento do diastema central, o espaço entre os dentes frontais, indica que o procedimento deu certo. Esse espaço poderá ser fechado naturalmente mais tarde ou com ajuda da ortodontia. Em alguns casos, no entanto, quando a sutura palatina já está calcificada, pode ser necessária a cirurgia. “Nesse caso, a maxila é anestesiada e é feito um corte na base óssea, para expandir o crescimento”. Além de eliminar a dor, o procedimento garante a normalização da respiração e a correção da mordida. “Vejo a compensação no sorriso dos pacientes, que passam a respirar normalmente e podem voltar a praticar atividades aeróbicas, o que antes era dificultado”, afirma a especialista.

Indicações e cuidados pós-operatórios - Antes da realização da cirurgia, o paciente passa por uma anamnese completa para verificar se está apto para o procedimento. Nos casos em que é necessária aplicação de anestesia geral, a profissional pode pedir uma série de exames pré-cirúrgicos. Pacientes cardíacos ou com diabetes também podem realizar a cirurgia, desde que estáveis. Após o procedimento, alguns cuidados pós-operatórios são indicados. “O organismo precisa se readaptar, reaprender a respirar, mastigar e até a falar. Por isso, nos primeiros 15 a 20 dias após a cirurgia, a alimentação deve ser pastosa, líquida e morna. E nada de exercícios físicos por três ou quatro meses”, recomenda.

A profissional - Desde 2000, Cátia atende em consultório próprio, em parceria com o esposo e sócio, o ortodontista Marcelo Fabian Martins. Há 27 anos, a profissional compõe também o corpo clínico do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), tendo atuado durante muito tempo de forma voluntária. Recentemente, ela e outros colaboradores foram homenageados pelo HCL, com medalha de honra ao mérito em agradecimento aos 30 anos de serviços prestados.

 Cátia Pires de Oliveira, Cirurgiã bucomaxilofacial
Rua Raja Gabaglia, 567, Londrina PR
(43) 3327-9049

bucomaxilofacial, Cátia Pires de Oliveira
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