Revista Sucesso

Atualizado em 09/10/2017

Estilo de vida

CINEMA BRASILEIRO : um pouco de sua história e o prestígio de seu público fiel

De 1990 até o cenário atual do séc. 21, há uma diversidade de temas e enfoques nas produções brasileiras, que vai da comédia a dramas, e dos filmes políticos aos de caráter policial, que possuem um público fiel.

Da redação

Desde que o cinema chegou ao Brasil, no início do século XX, seu desenvolvimento foi lento, pois as primeiras produtoras de filmes só surgiram nos anos 1930. Entre eles, a Cinédia, que foi o 1º estúdio que produziu filmes de alta qualidade para a época, como Lábios sem beijos, 1930, de Humberto Mauro e Mulher, 1931, de Otávio Gabus Mendes. A Cinédia teve intensa atividade até 1951, e durante sua existência produziu comédias musicais de grande sucesso, como Alô, alô Brasil; Alô, alô carnaval e Onde estás, felicidade?, e  lançou atores, como Grande Otelo, Oscarito e Dercy Gonçalves. A produtora também foi a responsável pela produção do filme mudo “Limite”, em 1931, considerado o marco do cinema experimental e modernista de Mário Peixoto, e o mais importante da história do cinema brasileiro, tendo sido escolhido como o melhor filme de todos os tempos pelos críticos da Abraccine, sendo o nº 1 de uma lista de 100 filmes, que foi publicada em 2016, no livro “Os 100 melhores filmes brasileiros”, fazendo jus à sua importância. Assisti-o pela 1ª vez, quando passei a montar meu acervo de filmes a partir de 2001 e a pesquisar a fundo a história do cinema no mundo e no Brasil. Fiquei surpresa e impressionada com a alta qualidade de um filme feito mais de 70 anos atrás; um legítimo filme de vanguarda, avançado para a época em que foi produzido.

Foto: "Alô, alô carnaval" / Reprodução

A década de 1960 também foi de grande importância para o cinema nacional desde o lançamento do filme “O pagador de promessas”, de Anselmo Duarte,  de grande sucesso, tendo sido o 1º filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Nascia o “Cinema Novo”, cujos diretores fizeram história ao retratar a vida real mostrando seus problemas sociais, a miséria, sob uma perspectiva crítica e cultural. Vários filmes dessa época se destacaram nos cenários nacional e internacional, entre eles: Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe, ambos do diretor Glauber Rocha, e Ganga Zuma, de Carlos Diegues. Mas, nos anos 70 e 80, a qualidade do cinema nacional caiu muito com os filmes de pornochanchada. Mesmo assim, alguns cineastas conseguiram realizar filmes mais bem elaborados, que se destacaram, como Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto; Aleluia Gretchen, de Silvio Back; Vai trabalhar vagabundo, de Hugo Carvana.

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Foto: "Dona Flor e seus dois maridos" / Reprodução

De 1990 até o cenário atual do séc. 21, há uma diversidade de temas e enfoques nas produções brasileiras, que vai da comédia a dramas, e dos filmes políticos aos de caráter policial, que possuem um público fiel. É uma prova de que há um bom público de filmes nacionais de gostos variados que sabe prestigiar os filmes de sua preferência. Sugiro um bem atual, o filme João, o Maestro, lançado recentemente, que é sobre a vida do maestro João Carlos Martins, do diretor Mauro Lima. Com Alexandre Nero, Alinne Moraes.

Foto: "João, o Maestro" / Reprodução

Maria Christina Ribeiro Boni
Jornalista, revisora de textos e cinéfila
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Cinema Brasileiro, Cinema Nacional, Filmes nacionais, Maria Christina Boni, Cinema, Editora Sucesso, Revista Sucesso
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