Revista Sucesso

Atualizado em 28/11/2016

Editorial

Aos mestres, com carinho!

Estes três professores me fazem lembrar, com certo saudosismo, da carreira que não tive a coragem de abraçar, já que me formei também em Letras Anglo-Portuguesas, tendo dado aulas por muitos anos, antes de me form

Da redação

Marco Antonio, Mariangela e Gilberto se foram, mas deixaram saudade, respeito e admiração e continuarão vivos e especiais no coração de muitos, tenho certeza. Conheci o visionário Marco Antonio Laffranchi e tive o prazer de colaborar, por mais de cinco anos, na comunicação de uma universidade, Unopar, que vinha se despontando no concorrido mercado da educação, conduzida por este brilhante líder. Marco Antonio não era exatamente um professor (era médico de formação), mas, na prática, ensinou a muitos sobre como empreender numa área tão castigada e difícil quanto a da educação. Era um entusiasta, cheio de ideias brilhantes e, às vezes, sem precedentes.

Mariângela Benine Ramos Silva foi minha colega de curso. Ela, Maria Amélia (M. Pirolo), minha irmã, e eu nos formamos em 1982; as duas seguiram amigas e colegas de trabalho na UEL. Mariângela marcou pelo comprometimento, pela irreverência e pelo amor imenso compartilhado com centenas de alunos, admiradores da filosofia que ensinava, com alegria vibrante, sobre o papel e função do relações públicas no mercado de trabalho.

Do Dr. Gilberto Baumann de Lima guardo as tiradas rápidas e inteligentes. Foi um advogado muito bem-humorado e sociável, argumentava de forma exuberante e tinha sempre alguma informação inédita ou complementar sobre quase todos os assuntos. Fomos vizinhos de sala no edifício Newton Câmara, aqui no centro da cidade, por muitos anos, mas viemos a fazer uma parceria tempos depois, quando passou a assinar uma coluna na Revista Bem-Estar. Cada vez que encontro alguém que conviveu com Dr. Gilberto ou o conheceu mais proximamente sinto a mesma admiração que muitos de seus ex-alunos, colegas e amigos têm por ele.

Estes três professores me fazem lembrar, com certo saudosismo, da carreira que não tive a coragem de abraçar, já que me formei também em Letras Anglo-Portuguesas, tendo dado aulas por muitos anos, antes de me formar em jornalismo e assim permanecer no mercado.

Por tudo isso, com as lembranças deles vivas nas pontas deste teclado, saúdo a todos os outros milhões de professores que sobrevivem muito mais por conta desse sacerdócio do que do ganho ou da valorização que este país, esquisito, lhes oferece.

Até a próxima edição!

professores, educação, mestres, magistério, homenagem
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