Revista Sucesso

Atualizado em 06/10/2017

Saúde

Angústia ou Ansiedade?

Emoções muito comuns, angústia e ansiedade incomodam na vida moderna. O médico Adriano Brandão alerta sobre a importância do diagnóstico precoce

Da redação


Mais de metade das pessoas no mundo apresentam algum tipo de distúrbio de ansiedade ou de angústia e, como consequência, sofrem uma queda no seu desempenho profissional, no seu relacionamento social e na sua qualidade de vida, em geral. Embora, muitas vezes, usadas como sinônimos, angústia e ansiedade são emoções diferentes e é muito importante sabermos diferenciar uma da outra.

Medo, Angústia e Ansiedade.

Toda vez que nos sentimos ameaçados, por qualquer coisa, o nosso organismo responde com uma emoção conhecida como medo, que nos deixa apreensivos e que tem o objetivo de nos proteger. Esta apreensão pode se apresentar como dois comportamentos mentais distintos, com padrões cerebrais diferentes, denominados angústia e ansiedade.

Embora não seja muito simples traçar as diferenças entre a angústia e a ansiedade, ajuda bastante utilizar o critério temporal da ameaça para separá-las. Assim, quando a ameaça causa um sofrimento em relação ao presente, falamos em angústia. Já, quando ocorre uma apreensão em relação a um evento futuro, temos a ansiedade.

Angústia

Na angústia, ocorre uma ativação acentuada de uma região cerebral chamada ínsula, que é responsável pela percepção das funções viscerais (coração, pulmões, diafragma, entre outras). Por conta disso, a pessoa angustiada costuma referir uma sensação de vazio ou de aperto no peito, palpitação ou falta de ar.

Ansiedade

Na ansiedade, diversos padrões de ativação cerebral têm sido descritos. Por isso, ela costuma se manifestar acompanhadas de sintomas bastante diferentes. Assim, de acordo o grau da apreensão, a frequência dos ataques e os seus gatilhos, os distúrbios de ansiedade são categorizados em sete doenças básicas: ansiedade generalizada, fobia social, pânico, agorafobia, fobia específica, estresse pós-traumático e TOC.

Importância

A maioria das pessoas, durante suas vidas, vai apresentar um tipo de distúrbio de ansiedade ou de angústia. E boa parte delas fica sem diagnóstico (porque não procura o médico ou porque este não dá atenção às suas queixas) e, pior ainda, sem tratamento.

Ocorrência

No geral, as mulheres adultas são mais acometidas: um homem para cada duas mulheres, proporcionalmente. Mas é fundamental estar ciente de que crianças também apresentam (e podem ocorrer com déficit de atenção, causando baixo rendimento escolar) e de que, em idosos, a angústia e a ansiedade costumam dar as mãos para a depressão, aumentando o risco de suicídio.

Diagnóstico

Deve-se suspeitar de um distúrbio de ansiedade ou de angústia sempre que houver a presença de sintomas cardiovasculares não muito bem definidos (isto é, já se procurou o cardiologista e o pneumologista e nada foi encontrado) e de um padrão de pensamento que cause sofrimento mental considerável (a ponto de atrapalhar nas atividades cotidianas). O próximo passo é procurar o seu médico de confiança, relatar as queixas, e pedir, explicitamente, para que ele avalie a existência de algum distúrbio do humor.

Tratamento

O tratamento pressupõe a atuação conjunta da educação sobre o problema (conhecer a doença é a melhor maneira de poder enfrentá-la), uso de medicamentos (para normalizar a ativação cerebral) e psicoterapia (para controlar as causas e gatilhos do distúrbio).


ADRIANO BRANDÃO

Médico generalista – CRM 17468 PR

Adriano Brandão, Médico Generalista, Angústia, Ansiedade, Medo, Fobias, Editora Sucesso, Revista Sucesso
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