Revista Sucesso

Atualizado em 07/01/2019

Saúde

Alimentação e Diabetes

O diabetes mellitus (DM) pode ser definido como uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos.

Da redação

A insulina é essencial para que a glicose possa ser utilizada pelas células, mantendo a glicemia (glicose no sangue) em níveis adequados. Quando não tratado, o DM pode contribuir para o aparecimento de outras doenças.

Entre os seus vários tipos, destaca-se o DM tipo 2, no qual a insulina é produzida normalmente (ao menos nos primeiros anos da doença), o que ocorre é a resistência à insulina, ou seja, as células deixam de responder a este hormônio. Em resposta, o organismo aumenta a quantidade de insulina produzida. Conforme as células deixam de responder à insulina, o açúcar acumula-se no sangue, mas uma dieta adequada pode ajudar a reverter o quadro.

Para o tratamento e controle da doença, é essencial uma reorganização de hábitos alimentares. Para tanto, é necessário que haja uma integração entre alimentação e os demais cuidados desenvolvidos pelo paciente. O comportamento alimentar é modificado de acordo com as exigências e limitações impostas pela doença, devendo ser revistas escolhas alimentares, diminuindo principalmente a quantidade de carboidrato da dieta.

Os carboidratos estão presentes na batata, mandioca, tapioca, milho, arroz, cereais, pães, massas, biscoitos (farinhas em geral), frutas, mel, doces e açúcares (qualquer tipo de açúcar). Modere o consumo desses alimentos, e não misture mais de um carboidrato numa mesma refeição. Muitos alimentos industrializados têm o açúcar adicionado em sua composição, porém com outra nomenclatura, exemplos: maltodextrina, dextrose, frutose, sacarose, glicose, glucose de milho, xarope de milho. Todos estes itens podem aparecer em alimentos doces, salgados, diet ou light. Portanto leiam o rótulo dos alimentos e prefira os alimentos in natura aos industrializados. O açúcar de mesa (sacarose) pode ser facilmente substituído por adoçantes, preferencialmente os naturais, como a stevia e xilitol.

Aumentar o consumo de fibras na dieta é essencial, já que as fibras diminuem a velocidade de absorção dos carboidratos, ajudando o controle da glicemia. Consumir diariamente verduras e legumes de 3 a 5 porções ao longo do dia. Variar os vegetais entre crus e cozidos, e de preferência colocar pelo menos 3 variedades em cada refeição, incluindo sempre as folhas.

O consumo de frutas também é importante, mas não exagere na quantidade. Prefira frutas com casca/ bagaço e opte pelas que contêm menos açúcar (morango, kiwi, mamão, maçã, carambola, pera, melão, ameixa, coco, abacate). Evite os sucos de fruta, pois 1 copo de suco normalmente contém mais de 1 porção da fruta e perdem-se as fibras.

Mantenha o consumo de proteínas. Carnes, frango, peixe e ovos devem fazer parte da alimentação do diabético. Distribua essas proteínas ao longo do dia.

Gorduras boas, como abacate, castanhas, salmão e azeite de oliva também são de suma importância na rotina alimentar.Lembrando que a quantidade de cada alimento é individual.

O Diabetes tipo 1 não tem como ser revertido porque as células beta pancreáticas foram danificadas e já perderam sua capacidade de produção de insulina. Mas com uma alimentação de baixo carboidrato, podemos sim controlar os sintomas e prevenir outras doenças decorrentes de níveis de açúcar não controlados adequadamente.




Letícia Viani Mamprim,
nutricionista,
CRN 3084

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