Revista Sucesso

Atualizado em 14/11/2018

Estilo de vida

A vida severa que mata os Severinos

o Grupo Vocal Entre Nós estreia nesta quinta-feira (15), às 20h30, no Teatro Ouro Verde.

Da redação

Há pouco mais de seis décadas, Severino saía do sertão do Recife na obra de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), escritor pernambucano que transformou em poesia visceral a condição desse retirante nordestino - pelo viés de sua morte social e a miséria - no auto de Natal "Morte e Vida Severina". No caminho árduo retratado pelo escritor, na busca por uma vida melhor, o personagem encontra outros tantos nordestinos que também passam pelas privações impostas como a fome e a seca da caatinga.

Fábio Alcover/ Divulgação

Fábio Alcover/ Divulgação

Agora, o poema dramático, no qual a persistência da vida se mostra como a única a maneira de vencer a morte, é a base para o espetáculo cênico-musical "Morte e Vida Severina", que o Grupo Vocal Entre Nós estreia na próxima quinta-feira (15), às 20h30, no Teatro Ouro Verde. O resultado é uma releitura que mostra a união entre música de canto coral, poesia e teatro do clássico literário escrito em 1955.

Neste projeto londrinense, o clássico da literatura ganhou uma adaptação com composições autorais criadas por músicos do grupo, assim como arranjos exclusivos para várias vozes de canções de Chico Buarque já conhecidas do público como "Funeral de um Lavrador" e "Mulher na Janela", além de "Todo o Céu e a Terra" e "De Sua Formosura", de Airton Barbosa.

"Foi um trabalho que começou três anos atrás, quando encomendamos arranjos para canto coral feitas por nomes como Celso Branco, ex-integrante do grupo vocal "Garganta Profunda", e os londrinenses Fernando Magre e Paulo Vitor Poloni. Porém, no decorrer da montagem, os integrantes do grupo Flávio Collins, Bruno Bazé e Mariana Sella se debruçaram sobre o poema e criaram composições inéditas, cujas melodias são todas baseadas na letra da obra", explica a coordenadora e preparadora vocal Monique Kodama.

Canções de Chico Burque - As músicas foram compostas com base nos versos do livro para o filme "Morte e Vida Severina, longa-metragem de 1977 escrito e dirigido por Zelito Viana

Composições autorais - Há elementos do regionalismo brasileiro presentes nos ritmos, instrumentação e escalas tipicamente nordestinas representadas pelas vozes e instrumentos como rabeca e zabumba

Fonte: Folha de Londrina

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