Revista Sucesso

Atualizado em 30/01/2018

Qualidade de vida

A sociedade está preparada para educar a geração Alpha?

Com desejos e competências tão evoluídas, aumenta o desafio na educação, diz a psicóloga e psicanalista Isabella S. B. Dal Molin

Da redação

Dividida por gerações, a população é classificada de acordo com a época em que nasceu e elementos culturais que influenciam seu comportamento e desenvolvimento. Entre as gerações recentes estão a X (até 1980), Y (entre 1980 e 2000) e Z (entre meados de 1990 e 2009). No entanto, já é possível identificar uma nova classificação: a geração Alpha; aqueles que nasceram a partir de 2010.

Os Alphas buscam experiências imersivas e interativas, duas possibilidades que podem ser cada vez mais exploradas por meio dos dispositivos digitais. É o que explica a psicóloga e psicanalista Isabella Silva Borghesi Dal Molin. “Quando nasceram, o mundo já era tomado por smartphones e tablets. Por isso, é comum que essa geração tenha uma habilidade tecnológica natural, sem que os adultos tenham que ensiná-los como mexer nos aparelhos.”

A criação de conteúdo a partir de vivências também é uma forte tendência entre essa geração. Por isso, muitos deles já querem participar das redes sociais. “Às vezes os pais se preocupam porque o filho quer ser youtuber, mas ele também quer ser astronauta, bombeiro, médico e dentista. É coisa de criança mesmo. E o mundo está diferente hoje, ele oferece profissões que antes não existiam, porque a cultura também está mudando”, conta a psicóloga e psicanalista.

Para Isabella, os pais também têm muito que aprender com essa geração. “O celular pode ser usado para entreter, igual a gente brincava de casinha ou de boneca, de bets e amarelinha na rua, mas o ideal é que os pais interajam com a experiência.” É importante estar atento para que os objetos digitais não terceirizem a presença dos pais, destaca: “Os pais precisam exercer suas funções. Hoje em dia, muitos olham pra si e esquecem que são figuras de referência e que seus filhos dependem emocionalmente dessa relação”.

Neste sentido, a terapia é uma ponte para que pais e filhos, com dificuldades de comunicação, reestabeleçam as relações. Através da terapia, Isabella conta que é possível analisar o contexto em que a criança está inserida e sua perspectiva, e, em paralelo às sessões com os pais, visa entender quais as dificuldades que estes enfrentam no convívio familiar. “A base do equilíbrio é a disciplina e o diálogo. É importante que os pais imponham limites e, durante o diálogo, deem abertura para as crianças se expressarem. A geração Alpha, ainda em desenvolvimento, vive uma fase de descobertas e muitas coisas só serão discernidas e maturadas ao final da adolescência”, conta a especialista.

Com desejos e competências tão evoluídas, aumenta o desafio na educação. Esse é o momento que as escolas precisam repensar seus métodos. “É necessária a atualização constante no conhecimento por parte dos professores, que normalmente são originados da geração X ou Y, para que possam integrar a tecnologia à aprendizagem dos alunos”, conclui Isabella Dal Mollin.


Isabella Silva Borghesi Dal Molin
Psicanalista e Psicóloga - CRP08/13071
Av. Harry Prochet 550, sala 03ª
(43) 3344-0007 / 99977-6844 

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