Revista Sucesso

Atualizado em 05/10/2017

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A importância da escola na primeira infância

A pedagoga Alessandra Munhoz diz que é na escola que a criança encontrará novos desafios e terá oportunidades de fazer trocas essenciais ao seu desenvolvimento 

Da redação

A primeira infância é a fase de maior desenvolvimento do ser humano, tanto no aspecto cognitivo como também nos aspectos físico, social e motor. Até os 3 anos de idade o cérebro está em formação e quanto maior a diversidade de experiências e vivências que a criança possa experimentar, melhor e mais significativa será sua aprendizagem. Os bebês devem ser considerados pequenos aprendizes, onde o cuidar e o educar devem estar alinhados, fazendo parte de um mesmo ato. Uma estimulação adequada permite que ocorra o aprendizado sobre diversos assuntos e no futuro a criança terá mais facilidade para lidar com os temas aprendidos anteriormente. Funções cerebrais responsáveis por algumas habilidades necessárias durante a vida são geradas na primeira infância. É nessa fase que alguns fundamentos são “moldados” em função das experiências vividas pela criança.

Segundo Emmi Pikler, deve-se ter consciência da importância que reveste a educação de crianças e bebês e da influência que esta educação terá sobre suas vidas. Os primeiros anos de vida de uma criança, principalmente a fase de 0 a 3 anos, são essenciais para o seu desenvolvimento e todas as impressões causadas por estímulo externo refletem no funcionamento do cérebro, tudo que é aprendido é armazenado e usado posteriormente.

A escola é a instituição social mais importante para a criança, depois da família, é claro. É nesse espaço que a criança encontrará novos desafios para superar, terá oportunidades de fazer trocas essenciais ao seu desenvolvimento, estabelecerá relações sociais e afetivas, se tornará um ser crítico capaz de tomar decisões e resolver conflitos. Por isso os espaços educacionais têm que estar preparados para receber esses bebês, atualizando constantemente seus educadores, já que o mundo ao redor está em constante evolução. Um trabalho pedagógico de excelência depende diretamente da ação pedagógica exercida pelo educador e de como ele media a transmissão do conhecimento. Deve-se ter convicção da importância da atuação do profissional da educação nessa sequência de mudanças que ocorrem na primeira infância.

De acordo com Jaana Palojärvi (2013), diretora das Relações Internacionais do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, o país lidera o ranking internacional de qualidade de ensino e é um dos países com a melhor educação do mundo. Dado à relevância da Educação nessa fase, quanto menor a idade da criança a ser trabalhada mais especializado deve ser o professor, pois trata-se de um ser em plena formação. Na Finlândia, todos os professores de Educação Infantil devem ter mestrado, para que possam atuar na área, sendo assim é necessário prezar por uma qualificação do professor no sentido acadêmico.

No processo de ensino-aprendizagem é primordial ter a convicção de que o método de ensino a ser utilizado permita à criança que seu desenvolvimento aconteça de maneira integral. A criança adquire conhecimentos a partir das interações com o meio em que está inserida e com outras pessoas, e aprende selecionando informações e analisando situações. É interessante ampliar a capacidade de investigação da criança. Como afirma Vygostky (2010, p. 695), “O meio desempenha no desenvolvimento da criança [...] o papel de uma fonte de desenvolvimento”.

A emoção é outro ponto essencial para o desenvolvimento infantil, devendo ser trabalhado por meio de convivência e algumas atividades. A afetividade é o princípio da aprendizagem, a criança que é tratada com respeito e amor aprende mais e tem mais chances de ser um adulto bem-sucedido.  Como defende Goleman (2007, p.59) “[...], as aptidões emocionais decisivas, na verdade, podem ser aprendidas e aprimoradas em tenra idade – se nos dermos o trabalho de ensiná-las”. De acordo com a Revista do Sistema de Ensino Positivo (Ano 2 n°3 2017), o resultado do relatório “Future of Jobs” (Futuro do trabalho), do Fórum Econômico Mundial de 2016, aponta que a maioria das crianças que nascem hoje trabalharão em profissões que sequer existem atualmente. Isso nos ajuda a refletir acerca da responsabilidade que os educadores têm em ofertar uma educação que não apenas promova o desenvolvimento intelectual como também o emocional e afetivo. Uma criança emocionalmente estruturada tem maior chance de realizar-se profissionalmente, socialmente e estará apta a exercer as profissões do futuro.

“A criança é feita de cem. A criança tem cem mãos, cem pensamentos, cem modos de pensar, de jogar e de falar. Cem, sempre cem modos de escutar as maravilhas de amar. Cem alegrias para cantar e compreender. Cem mundos para descobrir. Cem mundos para inventar. Cem mundos para sonhar....” (Loris Malaguzzi)

Alessandra Munhoz
Diretora Pedagógica de Gênios Centro de Educação Infantil
Rua Ucrânia, 440 - Tel. (43) 3341-6060
Londrina - Paraná

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