Revista Sucesso

Atualizado em 29/08/2016

Educação

A força do espaço circular de reunião

Todos os participantes, por estarem dispostos frente a frente, podem igualmente utilizar-se de todos os recursos pessoais de comunicação

Da redação

No Brasil, os espaços de reunião são majoritariamente quadrados ou retangulares, com uma mesa na frente e um conjunto de cadeiras defronte, organizadas uma atrás das outras, em fila.

Esse formato de agrupar pessoas para tratar de algum assunto encontra-se arraigado em nossa cultura, podendo ser observado especialmente em salas de aula, inclusive em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

É o modelo ideal para palestras, sermões, enfim, para transmitir informação. No entanto, deixa a desejar em termos de interação, pois os participantes se enxergam pelas costas e, consequentemente, ao se manifestarem, se reportam à mesa, em prejuízo do debate direto.

Nessa configuração física, só quem compõe a mesa pode realizar o discurso direto, olho no olho. Os demais, por terem que se dirigir à mesa, apenas podem fazer o discurso indireto, sem condições plenas de comunicação com seus pares.

Nesse formato, também conhecido como formato de auditório, quem está à mesa tem mais do que o poder diretivo dos trabalhos, senão também maior poder comunicativo, convertendo-se, pois, naturalmente, em representante de todos os demais.

Sorte diferente tem o formato circular de reunião, porque todos os participantes, por estarem dispostos frente a frente, podem igualmente utilizar-se de todos os recursos pessoais de comunicação, distinguindo-se do membro da mesa apenas pelo poder diretivo.

No espaço de reunião circular ou concêntrico, ao qual se assemelha o formato em “U”, os participantes se enxergam pela frente, se conhecem e, ao se manifestarem, se reportam a todos, em debate direto, como iguais, em dinâmica com maior potencial para otimizar os resultados do encontro, entre outros.
As democracias mais desenvolvidas priorizam o espaço circular de reunião. Um dos exemplos, neste sentido, são os parlamentos europeus, cujos formatos são majoritariamente circulares, ao contrário dos parlamentos brasileiros, que mais se assemelham a naves de igrejas com enormes altares. A presente constatação pode ser confirmada por simples consulta no Google, por meio da palavra “parlamento”, clicando-se em imagens.

Assim, e como a defesa da igualdade constitui bandeira prioritária na sociedade brasileira, urge cerrar fileiras para que o formato circular de reunião prevaleça sobre o formato de auditório, espraiando-se por todos os espaços onde as pessoas tiverem que se agrupar para tratar de assuntos comuns, especialmente em escolas e parlamentos. Procedendo-se desse modo, os resultados positivos não tardarão e crescerão em progressão geométrica.

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