Revista Sucesso

Atualizado em 27/06/2018

Empresas e negócios

A copa e o desenvolvimento humano

Para a especialista, os preparos físicos e psicológicos de um atleta em grande competição podem ser comparados com o preparo necessário para uma transição de carreira.

Da redação

A busca pelo aprimoramento pessoal é um processo contínuo, mas pode variar de acordo com as prioridades de cada um. Para isso, é necessário desenvolver o autoconhecimento e buscar sempre atualizá-lo, visto que as pessoas mudam de ideia ao longo desse processo, o que é fruto do amadurecimento.

Rebeca Toyama, coach especialista em desenvolvimento humano, autora de livros e fundadora da Academia de Coach Integrativo (ACI), entrou no espírito de copa e fez uma relação de desenvolvimento humano com o futebol. Para a especialista, os preparos físicos e psicológicos de um atleta em grande competição podem ser comparados com o preparo necessário para uma transição de carreira, por exemplo.


Segundo a coach, todo mundo possui quatro dimensões: razão, emoção, intuição e sensação. “Para tomar uma decisão, conhecer suas preferências e realizar tarefas da melhor forma, é preciso equilibrar essas dimensões dentro de si mesmo”, explica. Por isso, Rebeca separou algumas dicas de como melhorar seu autoconhecimento, e, consequentemente, conseguir um aprimoramento pessoal mais rápido e eficiente:

A razão seria como a tática do jogo. Essa área é responsável pelo aprendizado e planejamento, isto é, a teoria do que deve ser feito, as posições dos jogadores e programação de como tudo deve fluir. Como nem sempre acontece conforme o planejado, se a razão não for bem aplicada, o ser humano pode procurar uma perfeição inexistente ou impor modelos que podem não funcionar com todos da equipe.

A sensação corresponde ao preparo físico dos jogadores. Para o time ter um bom desempenho, um jogador deve estar com o corpo apto a passar horas correndo em campo, preparado para chutes, dribles e quedas. “Da mesma forma, as pessoas possuem necessidades fisiológicas como alimentação, saúde física ou financeira, que precisam ser resolvidas naquele momento. Porém, se essa área não estiver suprida, pode resultar em lances mal direcionados, passes ruins e, no nosso dia a dia, prejudicar o planejamento futuro, relacionamentos e aprendizados”, complementa a especialista.

Já a intuição pode ser comparada ao sonho de ganhar uma copa do mundo, por exemplo, ser um jogador reconhecido por sua excelência ou encontrar no esporte ou carreira o sentido de sua vida, o sucesso além do sucesso . No cotidiano são representados pelos ideais que queremos alcançar, os propósitos de vida que ajudam a manter as pessoas motivadas no dia a dia. Essa característica em excesso pode gerar personalidades sonhadoras que não correm atrás do concreto, como jogadores que sonham, mas não treinam o quanto deveriam.

Por fim, a emoção. O frio na barriga do jogo, a ansiedade, o medo de não entregar a vitória que a torcida tanto espera. A relação não é difícil de encontrar: a ansiedade de entregar um trabalho bem feito, passar em uma prova ou entrevista de emprego, e passar uma boa impressão no primeiro encontro. Ao mesmo tempo que motiva e traz alegria, também pode atrapalhar a concentração. Para Rebeca, parte dos lances errados nos jogos do Brasil, mas não somente do Brasil, tem origem emocional, como por exemplo: a dificuldade de lidarmos com a pressão ou com a frustração de um erro da arbitragem.

Para criar essa comparação, Rebeca se inspirou em Timothy Gallwey, norte-americano nascido em 1938 conhecido como o “pai do coach”. Gallwey foi capitão da equipe de tênis em Harvard, o que serviu de inspiração para escrever o livro “The Inner Game” (O jogo interior , em tradução livre).  O livro defende que, se observarmos e conhecermos bem nossos pontos de melhoria internos, poderíamos mais facilmente corrigi-los e potencializar o nosso desempenho não apenas no esporte, mas em todas as áreas de nossa vida.

Dicas para superar situações adversas (ou um nome que você considere mais adequado)

  • Respirar fundo, costuma ser a melhor estratégia para não se deixar sequestrar por um rompante emocional
  • Respeitar coisas simples como sono e alimentação são detalhes fundamentais para um bom desempenho em qualquer área
  • Encontrar o que realmente nos move ajuda a superar frustrações e pressões    
  • Transformar conhecimento em experiência e delas extrair aprendizados  

Texto: Rebeca Toyama


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