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7 efeitos da Depressão na saúde física

Preparamos uma lista com os principais sintomas físicos que devem ser investigados para o diagnóstico da depressão

Da redação

Este ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou  para o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) o tema sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.
 A ideia da OMS é reforçar as diversas formas de prevenção à depressão e também como tratá-la.

A depressão é considerada um transtorno do humor e atinge hoje cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, alguns estudos, como um feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), mostram que a prevalência do risco aumentado para depressão atinge 5,5 milhões de brasileiros.

Embora a tristeza seja o sintoma mais conhecido e relacionado com a depressão, o impacto da doença vai muito além de sentir-se triste.  A depressão altera diversos sistemas do organismo, causando sintomas muitas vezes incapacitantes, principalmente quando não há diagnóstico e tratamento adequados. É importante entender que muitas vezes os sintomas físicos antecedem os sintomas mentais ou ainda podem acontecer simultaneamente.

Não é à toa que a depressão hoje é a terceira maior causa de afastamentos do trabalho e deve ser a primeira até 2020, segundo estimativas da OMS.
Preparamos uma lista com os principais sintomas físicos que devem ser investigados para o diagnóstico da depressão. Confira:

1- Insônia:

A insônia é um dos critérios diagnósticos da depressão. A dificuldade para dormir, alterações na continuidade do sono, despertar precoce, sono leve, interrompido ou agitado são características da insônia relacionada à depressão. Estima-se que cerca de 90% dos pacientes com depressão apresentam alterações no sono. Embora a insônia seja mais comum, há também casos em que há sonolência excessiva.

2- Perda ou ganho de peso:

A falta de apetite é uma alteração muito comum na depressão. A pessoa não consegue se alimentar e acaba perdendo peso. Porém, também há casos de ganho de peso quando o paciente aumenta a ingestão de alimentos ricos em carboidratos e açúcar, por exemplo.

3- Dores:

Estima-se que 60% dos casos de depressão estão relacionados a sintomas orgânicos, entre eles a dor. As dores podem aparecer muito antes do diagnóstico da depressão. Isso porque os circuitos ativados pela doença estão ligados às regiões do sistema nervoso que comandam o funcionamento dos órgãos. A causa está ligada aos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina que na depressão não funcionam como deveriam. Além de regularem o humor, essas substâncias participam do processo de inibição da dor e sensação de prazer. As dores mais comuns são de cabeça, musculares e gastrintestinais.

4- Constrição dos vasos sanguíneos:

A depressão leva a um “desgaste” do organismo, causando reações inflamatórias devido à elevação dos níveis do cortisol, hormônio secretado em maior volume quando há estresse. Essa inflamação gera a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos, aumentando assim o risco de um infarto ou AVC, além de elevar a chance de desenvolver pressão alta e trombose.

5- Queda da imunidade:

A depressão induz o organismo a produzir substâncias chamadas citocinas pró-inflamatórias, que afetam o bom funcionamento do sistema imunológico. Com isso, há maior risco de contrair doenças como gripes, resfriados e herpes, por exemplo.

6- Perda da libido:

A depressão causa queda do desejo sexual. Além disso, a doença afeta a produção e a liberação dos hormônios sexuais, fundamentais para ter uma vida sexual ativa.

7- Fadiga (cansaço):

É muito difícil diferenciar a depressão da fadiga. Se não há nenhuma questão médica envolvida, é bem provável que seja um sintoma da depressão.

Como vimos, o transtorno depressivo afeta a saúde como um todo. Nem sempre a tristeza está presente.Na verdade, os sintomas físicos podem até mesmo preceder o humor deprimido, o choro e o isolamento, que são as situações mais conhecidas da doença pela população.A dica é sempre procurar ajuda de um profissional que poderá avaliar e realizar o diagnóstico correto, assim como o tratamento mais adequado.

Fonte: Assessoria Agência Health

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