Revista Sucesso

Atualizado em 13/03/2018

Saúde

“O Tempo Não Cicatriza”

Campanha alerta sobre  os riscos das feridas não tratadas

Da redação

Uma coalizão de sete organizações, entre sociedades e associações médicas, de enfermagem e pacientes, lança a campanha O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio no Brasil. O objetivo da iniciativa é informar a população e os profissionais de saúde sobre a importância da prevenção e o impacto negativo do tempo no cuidado com as feridas complexas – lesões agudas ou crônicas de difícil cicatrização – e educá-los sobre prevenção, causas, consequências e importância do tratamento.

 “A campanha O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio surgiu da constatação de que as feridas complexas são um problema de enormes proporções que são desencadeadas como consequência do Diabetes mal controlado. Impactam significativamente na qualidade de vida dos pacientes, podendo levar à amputação e até à morte”, afirma o presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho.


O pé diabético, uma das feridas crônicas mais frequentes, atinge 2% dos diabéticos brasileiros por ano - o equivalente a 280 mil pessoas. O não tratamento das úlceras nos pés hoje corresponde por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores realizadas no Brasil. Já a úlcera por pressão, outro tipo de ferida crônica, popularmente conhecida como escara, é o terceiro tipo de ocorrência mais frequentemente notificado pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) dos hospitais brasileiros. Estima-se que sua incidência nos hospitais do país seja de 39,81%, razão pela qual reduzir o risco de úlceras por pressão é uma das prioridades do Ministério da Saúde.

 A iniciativa também alerta sobre o risco de negligenciar o tratamento de lesões agudas, como as lacerações traumáticas decorrentes de agravos de trânsito, que deixam mais de 160 mil pessoas com lesões graves no Brasil todos os anos. “As feridas complexas oneram os sistemas de saúde e de previdência por conta dos custos associados a tratamentos prolongados e ao pagamento de benefícios por afastamento e incapacidade”, completa o presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT), Dr. José Mauro Rodrigues.

 O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio

A campanha faz um paralelo entre traumas emocionais e físicos para alertar a população sobre o impacto negativo do tempo no tratamento de feridas complexas. “Ao contrário das desilusões, que melhoram com o passar dos dias, as lesões agudas e crônicas de difícil cicatrização só pioram sem o cuidado adequado”, lembra a presidente da Sociedade Brasileira de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE), Dra. Debora Sanches.

 A ação será difundida por meio de hotsite, além da hashtag #OTempoNaoCicatriza, que acompanhará todas as iniciativas. A campanha conta ainda com conteúdo exclusivo para profissionais de saúde, com o objetivo de aprimorar o conhecimento de médicos e enfermeiros sobre o tema, por meio de iniciativas de educação continuada.

 “O tema ‘feridas complexas’ precisa ser apresentado e discutido para que se consiga chegar a uma solução efetiva, que reflita em benefícios para pacientes, hospitais e profissionais de saúde”, assegura Pablo Toledo, gerente geral da ACELITY no Brasil, empresa que apoia campanha.

 A iniciativa é promovida pelas sociedades brasileiras de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), de Queimaduras (SBQ), de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE), e a de Atendimento Interligado ao Traumatizado (SBAIT); a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), e as associações brasileiras de Estomaterapia (SOBEST) e a de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE).

 Com a campanha, as instituições envolvidas esperam conscientizar a população sobre feridas complexas e seus riscos, levando as pessoas a procurarem um profissional da saúde que possa avaliar a utilização de tratamentos mais adequados. As opções terapêuticas variam de acordo com o tipo de lesão e a região do corpo em que estão localizadas.

 Atualmente, estão disponíveis no país soluções inovadoras como curativos avançados com propriedades antimicrobiana, antiodor, regenerativa ou hidratante, que contribuem para a cicatrização. Também existem tecnologias hospitalares e domiciliares, como o sistema de pressão negativa, que utiliza a pressão controlada e localizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem e a câmara hiperbárica que permite ao paciente respirar oxigênio puro enquanto fica sob uma pressão de duas a três vezes superior à pressão atmosférica ao nível do mar. Ambas as tecnologias aceleram o tempo de cicatrização de feridas.

Referências:

Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético. Consenso Internacional sobre Pé Diabético / publicado sob a direção de Hermelinda Cordeiro Pedrosa; tradução de Ana Claudia de Andrade, Hermelinda Cordeiro Pedrosa Brasília: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, 2001. 100 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Op. cit.

Disponível em: <https://proqualis.net/noticias/dia-20-de-novembro-dia-mundial-de-preven%C3%A7%C3%A3o-de-%C3%BAlcera-por-press%C3%A3o-0> Acesso em: 03 jan. 2017

Rogenski NMB, Santos VLCG. Estudo sobre a incidência de úlceras por pressão em um hospital universitário. Rev Latino-Am Enfermagem 2005 julho-agosto; 13(4):474-80.

Brasil. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente / Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz; Agência Nacional de Vigilância Sanitária –Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 40 p.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras: caracterização, tendências e custos para a sociedade. Secretaria de Assuntos Estratégicos, 2015. 42 p.

Fonte: Ketchum - Assessoria de Imprensa


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